Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Araujo, Cecilia Katarina Gomes |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.unb.br/handle/10482/51920
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Resumo: |
A pesquisa trata do racismo ambiental pela perspectiva de acesso ao saneamento básico, principalmente acesso à água potável, tendo como objeto empírico as desigualdades socioambientais em Santa Luzia/DF, localizada na Região Administrativa SCIA/Estrutural. O objetivo do trabalho é analisar de que maneira a sociedade civil de Santa Luzia/DF tem se organizado para reivindicar o fornecimento de água potável e como esses atores sociais reconhecem a face racial das desigualdades na prestação de serviços de saneamento básico. A definição de racismo ambiental apresentada neste trabalho dialoga com autores do movimento decolonial, e a base teórica, por sua vez, está na teoria Ator-Rede que enxerga as redes intersetoriais como estratégias que articulam diferentes setores e atores para desenvolver ações que enfatizem a complexidade das questões sociais no desenvolvimento das políticas públicas. A partir da análise de dados sobre os serviços de saneamento básico somada à pesquisa de campo em Santa Luzia/DF e à realização de entrevistas com quinze lideranças comunitárias locais, observamos que os moradores desta região não têm acesso a este direito garantido pela constituição. Se tomarmos essas desigualdades no acesso ao saneamento básico em termos de cor/raça e renda, perceberemos que a exposição de minorias étnico-raciais a formas precarizadas de acesso à água e de destinação do esgoto e do lixo confronta a ideia de que todas as pessoas estão sujeitas, igualitariamente, a complicações ambientais sem distinção de origem, credo, cor ou classe, embora a própria população, representada por seus líderes comunitários, não enxergue a face racial na distribuição desigual de serviços e recursos públicos em Santa Luzia/DF. |