O setor agroexportador brasileiro e os investimentos diretos externos no contexto da integração MERCOSUL/UE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Vieira, Norberto Martins
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Economia e Gerenciamento do Agronegócio; Economia das Relações Internacionais; Economia dos Recursos
Mestrado em Economia Aplicada
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/76
Resumo: A partir da perspectiva de constituição do acordo MERCOSUL/UE, com possibilidade de fortalecimento do comércio entre os blocos, foram analisados, por meio da estimação da criação e do desvio de comércio para o setor agroexportador brasileiro, os possíveis ganhos em quatro cenários alternativos de integração. Foi utilizado um modelo de equilíbrio parcial, cujos resultados para os quatro níveis de redução tarifária confirmaram as expectativas de que a integração MERCOSUL/UE proporcionaria significativos ganhos comerciais para o agronegócio brasileiro. Além disso, as estimativas de criação de comércio foram na maior parte das simulações superiores às de desvio de comércio, evidenciando a eficiência produtiva e competitividade do setor agroexportador brasileiro na economia mundial. Estimou-se também um modelo de dados em painel com efeitos fixos para explicar os investimentos europeus no Brasil, que evidenciou a importância dos fatores tradicionais, como o tamanho da economia, os custos de produção e o grau de abertura econômica dos países, para explicar o fluxo de investimento direto externo (IDE) na economia brasileira. A variável de maior influência positiva no fluxo de IDEs foi o produto interno bruto (PIB). O grau de abertura econômica afetou positivamente o fluxo de IDE, assim como o índice Dow Jones. A taxa de inflação brasileira foi negativamente relacionada às entradas dos investimentos diretos da UE no Brasil, interpretada como um indicativo de aumento da instabilidade da economia brasileira, reduzindo os investimentos externos. A variável consumo de energia elétrica pela indústria foi negativamente relacionada com o fluxo de IDE, podendo seu aumento estar indicando maiores custos de produção, desestimulando assim os investimentos diretos no País.