Irrigação com déficit hídrico controlado na cultura da mangueira no semiárido baiano
Ano de defesa: | 2012 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
BR Construções rurais e ambiência; Energia na agricultura; Mecanização agrícola; Processamento de produ Doutorado em Engenharia Agrícola UFV |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/723 |
Resumo: | Objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito da irrigação com déficit controlado, aplicado ao período de floração à maturação dos frutos, sobre a produção comercial, eficiência do uso da água, trocas gasosas, temperatura foliar, extração de água e distribuição do sistema radicular de mangueira Tommy Atkins , cultivada em região semiárida. O trabalho foi desenvolvido numa área experimental da CODEVASF, localizada no Perímetro Irrigado de Ceraíma, Município de Guanambi, Sudoeste da Bahia, em um Neossolo Flúvico eutrófico. O experimento foi conduzido por dois ciclos produtivos do pomar aos 11 e 12 anos de idade, com árvores espaçadas de 8,0 m x 8,0 m, irrigadas por microaspersão. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com cinco tratamentos e seis repetições. Os tratamentos foram: 1 Irrigação suprindo 100% da ETc da floração à colheita dos frutos; 2 50% da ETc do início da floração ao início da expansão dos frutos e 100% deste até a maturação fisiológica; 3 100% da ETc do início da floração ao início da expansão dos frutos, 50% do início da expansão até início da maturação fisiológica e 100% na maturação fisiológica dos frutos; 4 100% da ETc do início da floração ao final da expansão dos frutos e 50% na maturação fisiológica; 5 Sem irrigação. As irrigações foram realizadas com base na evapotranspiração de referência (ETo) determinada diariamente por meio do método de Penman-Monteith FAO 56. O teor de água do solo foi monitorado com uso de TDR. Durante as fases I, II e III e para todos os tratamentos, as taxas de transpiração e de fotossíntese, a condutância estomática, a concentração interna de CO2 e a temperatura foliar foram determinadas por meio de um analisador de gás infravermelho (IRGA). Os tratamentos foram comparados quanto à produtividade total, em número de frutos, à produtividade e número de frutos por classes de peso, quanto à eficiência de uso da água, trocas gasosas e densidade de comprimento de raízes total e por classes de diâmetros. A extração de água, independentemente do tratamento, dá-se, principalmente, à distância inferior a 1,50 m do caule e nos primeiros 0,50 m de profundidade. Não houve diferenças significativas na densidade de comprimento de raízes (DCR) entre os tratamentos 1, 2, 3 e 4, assim como entre os tratamentos 1, 4 e 5. A maior DCR está compreendida de 0 a 1,0 m de distância do caule e 0,20 a 0,90 m de profundidade. Houve influência do manejo com RDI na produtividade. A aplicação da RDI com 50% da ETc na terceira fase de desenvolvimento do fruto resultou em maior número de fruto, maior produtividade e melhor eficiência de uso da água. A aplicação da RDI com 50% da ETc na fase de pegamento dos frutos ocasiona redução significativa no número de frutos e decréscimo na produtividade. As classes de peso de fruto 400 e 500g apresentam maiores contribuições na produtividade total nos tratamentos 1, 2, 3 e 4. O déficit hídrico total ou parcial no solo ocasionou redução na taxa fotossintética, na transpiração e na condutância estomática das folhas da mangueira Tommy Atkins . O déficit hídrico parcial no solo não ocasiona alterações significativas na concentração interna de CO2 e na temperatura foliar da mangueira Tommy Atkins . |