Os coretos de Belo Horizonte: usos e aspirações urbanísticas na formação da capital moderna (1890-1930)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Buttros, Savilly Aimée Teixeira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br//handle/123456789/28687
Resumo: A presente pesquisa buscou refletir sobre a funcionalidade dos coretos no contexto de formação de uma cidade planejada, Belo Horizonte, em um período de industrialização e consolidação do urbanismo enquanto ciência. Pretendeu-se compreender as relações entre a construção de uma capital, permeada pela ideia de modernidade, e as motivações para a implantação de coretos fixos no espaço urbano. Analisou-se os conceitos que envolvem a origem das cidades, as relações sociais e os poderes reguladores. Investigou-se sobre o percurso histórico dos coretos, suas características funcionais, aspectos formais e principais atores sociais que se expressaram através dele. Dessa forma, foi possível criar bases para a análise do caso específico de Belo Horizonte, cujo foco foi a rotina cultural de seus primeiros anos, através da perspectiva da paisagem cultural e da paisagem sonora. Como estudo de caso, utilizou-se os dois primeiros coretos fixos remanescentes na cidade, localizados na Praça da Liberdade e no Parque Municipal. No decorrer da pesquisa, outra tipologia de coreto se mostrou essencial no período estudado, os coretos móveis, os quais supriram as necessidades culturais da cidade enquanto os fixos ainda não haviam sido construídos. Com base em revisões bibliográficas e pesquisas em jornais da época, os coretos foram identificados como elementos recorrentes na paisagem urbana, sendo utilizados em eventos de cunho cívico e social. Esses elementos arquitetônicos desempenhavam importantes funções para as sociabilidades urbanas, sendo considerados portadores de um discurso de visibilidade no espaço público. Os coretos se apresentaram como um elemento de apropriação popular, carregado de expressões culturais, inseridos em paisagens repletas de disputas sociais. Palavras-chave: Coretos. Urbanismo. Paisagens. Modernidade. Sociabilidade.