Heterogeneidade da vegetação Vs. diversidade de Hymenoptera parasitóides e Lepidoptera em plantios de eucalipto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Dall’oglio, Onice Teresinha
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/9846
Resumo: A manutenção de áreas com mata nativa, intercaladas aos plantios, pode reduzir os problemas com espécies pragas em reflorestamentos. Himenópteros parasitóides são importantes agentes de controle biológico e de regulação de insetos herbívoros em ecossistemas florestais e essas áreas de mata nativa contribuem para a manutenção de suas populações nos reflorestamentos. O objetivo desta tese foi estudar a heterogeneidade da vegetação sobre a fauna de Hymenoptera inimigos naturais, Lepidoptera e Hymenoptera parasitóides em plantios de eucalipto. Os experimentos foram conduzidos em reflorestamentos com Eucalyptus grandis Hill Ex Maiden, da Celulose Nipo Brasileira S.A. (Cenibra) nos municípios de Ipaba e Belo Oriente, estado de Minas Gerais. A fauna de Hymenoptera inimigos naturais foi amostrada quinzenalmente com armadilhas Malaise de abril a setembro de 1997 nos seguintes locais: i) a 100, 200 e 300m da borda em um fragmento de mata nativa; ii) na borda, em uma área de transição entre a mata nativa e o eucalipto e, iii) a 100, 200 e 300m no plantio de eucalipto. A fauna de Lepidoptera foi amostrada de abril de 1997 a março de 1998 com armadilhas luminosas, nos seguintes locais: i) a 200 e 400m da borda em um fragmento de mata nativa; ii) na borda, em uma área de transição entre a mata nativa e o eucalipto e, iii) a 200 e 400m da borda no plantio de eucalipto. Os himenópteros parasitóides foram amostrados de abril a outubro de 2001, em cinco talhões de E. grandis com e sem sub-bosque. O número de indivíduos de Hymenoptera inimigos naturais foi maior na borda (transição entre eucalipto e mata nativa) que no eucaliptal e na mata nativa. Houve diferença entre as distâncias (100, 200 e 300m) com maior abundância na mata nativa próximo à borda (100m) que no eucaliptal. Os lepidópteros foram mais abundantes na borda e no eucaliptal a 200m da borda. Houve diferença entre o eucalipto e a mata nativa (F=9,102; P=0,006), e eucalipto a 400 e a 200m da borda (F=12,359; P=0,002), com maior número de indivíduos na borda, seguido pelo eucaliptal a 200m da borda. A maioria das espécies de Lepidoptera apresentou número diferente de indivíduos entre o eucaliptal e a mata nativa. Entre o eucaliptal e a borda, seis espécies foram mais abundantes no eucaliptal e quatro na borda; entre o eucaliptal a 400 e a 200m da borda, sete espécies foram mais abundantes no eucaliptal a 200m e, entre a mata nativa a 400 e a 200m da borda, apenas uma foi mais abundante a 200m da borda. Isto sugere que a maior diversidade da vegetação contribui para a estabilidade das populações de Lepidoptera. O número total de indivíduos de Hymenoptera parasitóides foi semelhante nos talhões de eucalipto com e sem sub-bosque, com 45,65% e 54,35% dos indivíduos coletados, respectivamente, mas a data de coleta afetou a abundância dos mesmos. A família Mymaridae, a mais abundante, e Ichneumonidae não foram influenciadas pela presença ou não do sub-bosque, enquanto Scelionidae, a segunda família com maior número de indivíduos, foi mais abundante no eucaliptal sem sub-bosque (856) que naquele com sub-bosque (356).