Sistemas de efluxo multidrogas e biofilmes em bactérias multirresistentes
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
Medicina Veterinária |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://locus.ufv.br//handle/123456789/30869 https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2022.317 |
Resumo: | A resistência aos antimicrobianos é um desafio mundial já declarado por diversos órgãos e se dá, principalmente, devido ao uso indiscriminado dessas drogas. Sistemas de efluxo multidrogas são transportadores de membrana que podem expelir antimicrobianos de diferentes classes conferindo multirressitência a seus hospedeiros e estão também envolvidos na formação de biofilmes. Assim, os objetivos do presente trabalho incluíram compreender o papel desempenhado por SEM na resistência aos antimicrobianos em Staphylococcus aureus e Escherichia coli multirresistentes, detectar sua atividade e investigar seu envolvimento na formação de biofilmes nesses micro-organismos. Após seleção de S. aureus e E. coli MDR de diferentes origens, foi detectada a presença de genes de SEM por PCR, as concentrações inibitórias mínimas (MICs) de alguns antimicrobianos foram determinadas na presença e ausência de inibidores de SEM, bem como a formação de biofilme pelos isolados nessas duas condições. Ainda, verificou-se o efluxo de corantes fluorescentes para demonstração de atividade de SEM. Ao final, traçou-se a relação filogenética dos isolados com o auxílio da PFGE. Os genes de SEM estão amplamente difundidos entre S. aureus e E. coli multirresistentes. Cerca de 20% dos isolados de E. coli tiveram redução na MIC de ampicilina e ciprofloxacina. Em S. aureus não houve redução na MIC de ciprofloxacina e tetraciclina. Utilizando efluxo de corantes, aproximadamente 79% dos isolados de E. coli demonstraram atividade de SEM, enquanto 56% de S. aureus o fizeram. O uso de inibidor de SEM não reduziu a formação de biofilme em E. coli mas a reduziu em S. aureus. Quanto à epidemiologia molecular, os isolados de E. coli recuperados de humanos apresentaram um padrão mais diverso, enquanto aqueles obtidos de animais foram mais homogêneos. S. aureus de maneira geral foram mais homogêneos, com similaridade superior a 84% dentro dos clusters. A atividade de SEM é relevante entre bactérias multirresistentes, porém as tentativas de inibição não culminaram em restituição da sensibilidade, provavelmente devido a ocorrência de outros mecanismos de resistência simultaneamente. Em relação à formação de biofilmes, resultados controversos foram encontrados, e novos estudos com diferentes concentrações do inibidor são sugeridos para conclusões mais contundentes. Além disso, a complementação desses resultados com estudos de sequenciamento completo dos isolados, já em execução, pode fornecer novas pistas para o esclarecimento do papel de SEM na resistência antimicrobiana e na formação de biofilmes em isolados multirresistentes. Palavras-chave: Bombas de efluxo. Resistência aos antimicrobianos. Adesão. Escherichia coli. Staphylococcus aureus. |