A reestruturação dos serviços de saúde no contexto hospitalar e os desafios para o Serviço Social frente à crise sociossanitária e estrutural do capital

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Farias, Rafaela Cabral
Orientador(a): Burginski, Vanda Micheli
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Tocantins
Miracema do Tocantins
Programa de Pós-Graduação: Mestrado em Serviço Social
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11612/6516
Resumo: Este trabalho tem como escopo central produzir conhecimento acerca do contexto de crise sociossanitária e seus rebatimentos no trabalho dos/as assistentes sociais; e como objetivos específicos: caracterizar as tendências da crise atual e seus rebatimentos na política de saúde brasileira; compreender o processo de trabalho do/a assistente social no contexto hospitalar; e analisar as novas demandas e requisições postas aos/às assistentes sociais, advindas da crise sociossanitária, no município de Imperatriz, estado do Maranhão. Nesse contexto, as instituições de saúde tiveram que se organizar para realizar esse enfrentamento. Com as inúmeras adaptações, dentre elas os reordenamentos nos trabalhos das categorias profissionais, o/a assistente social, enquanto trabalhador/a da saúde, vivenciou transformações em sua prática interventiva, para imprimir respostas profissionais à população usuária da política pública de saúde. Buscando responder aos objetivos, esta pesquisa traçou uma teorização subdividida em três momentos. Na primeira parte, são apresentados os aspectos conceituais para apreensão da crise sociossanitária. De modo geral, cabe destacar que, mais do que nunca, a conjuntura abordada revela a necessária luta em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem sofrido constantes ataques da tendência neoliberal de sucateamento das políticas públicas sociais, favorecendo a ótica mercadológica. Na segunda premissa, buscou-se transcrever, com base também em uma fundamentação teórica, o trabalho interventivo do/a assistente social na saúde, em contextos hospitalares. Já o terceiro momento dedica-se à síntese do movimento da realidade concreta, sistematicamente observada por meio do relato de experiência e cujo cenário provocou a incidência de velhas requisições institucionais sob novas roupagens. Verificou-se, pois, que não há um trabalho antes e depois da pandemia. O que ocorre são imposições – determinadas pela racionalidade sistêmica – reaplicadas ao cotidiano profissional, sob forma de atividades burocráticas e administrativas.