Compreensão dos profissionais da saúde mental do município de Palmas/TO quanto aos desafios da assistência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Rodrigues, Ana Terra de Araújo
Orientador(a): Santos, Marta Azevedo dos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Tocantins
Palmas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - PPGCS
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11612/1106
Resumo: A saúde mental é uma área da saúde pública que apresenta como objeto de estudo o sujeito e suas relações construídas com a realidade. Após a Reforma Psiquiátrica Brasileira que resultou na reformulação do modelo assistencial os desafios afetam principalmente aos profissionais da saúde da saúde mental que diariamente têm a tarefa de expandir e consolidar essa mudança de paradigma. Este estudo tem o objetivo de compreender a atuação dos profissionais da saúde mental nos Centros de Atenção Psicossocial do município de Palmas/TO, como pontos operantes principais dentro do trabalho em rede. O estudo foi desenvolvido com a utilização de metodologia qualitativa embasado nos campos das ciências humanas e da saúde, utilizando a Análise de Conteúdo como referencial-metodológico. Para a coleta de dados foram realizadas entrevistas individuais com nove profissionais da saúde mental. Esta pesquisa possibilitou identificar as concepções que os profissionais vêm construindo sobre o conceito de saúde mental. Nesse sentido, percebe-se que há profissionais que conseguem entender a reorganização do modelo psicossocial. Entretanto, ainda existem, práticas de saúde desenvolvidas pautadas na lógica da verticalização de conhecimentos, fundamentadas em relações fragmentadas e hierarquizadas. Ficou clara a importância que os profissionais de saúde mental atribuem ao modelo de assistência comunitário e territorial. Porém, os entraves dentro da equipe existem, como: sobrecarga de trabalho, equipe reduzida. Há divergências entre a teoria e a prática cotidiana. Os profissionais conseguem entender, e visualizar a importância do modelo de atenção comunitário, porém a presença de diferentes assistências e falta de coesão entre a equipe multiprofissional, profissionais resistentes a participar de atividades em grupo, modos de pensar rígidos dentro do serviço tornam a prática muito longe do que é proposto na Política de Saúde Mental.