Prazer e sofrimento no trabalho: um estudo com os servidores técnicos administrativos do IFTO – Campus Palmas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Freitas, Kleryson Saraiva
Orientador(a): Silva, Alex Pizzio da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Tocantins
Palmas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Gestão de Políticas Públicas - Gespol
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11612/101
Resumo: Para a Psicodinâmica do Trabalho, o sofrimento é inerente ao processo laboral, os sentimentos de prazer e sofrimento são gerados a partir das formas de organização do trabalho e do modo como os trabalhadores enfrentam as situações positivas e negativas decorrentes do contexto de trabalho por meio das estratégias defensivas. Este estudo teve como objetivo identificar possíveis fatores que proporcionem prazer e quais resultam em riscos de sofrimento patogênico aos servidores, bem como descrever as estratégiasdefensivas utilizadas para mediar o sofrimento no seu cotidiano laboralà luz da Teoria da Psicodinâmica do Trabalho. O público-alvo da pesquisa foi composto por servidores técnicos administrativos concursados e lotados no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins CampusPalmas. Utilizou-se, como instrumento de coleta de dados, um questionário para levantamento dos dados sociodemográficos, além da Escala da Organização Prescrita do Trabalho-EOPT,responsável por investigar as características da organização prescrita do trabalho, e a Escala do Sofrimento Patogênico no Trabalho-ESPT –quepossibilitou levantar os riscos de sofrimento patogênico –, ambas componentes do Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais no Trabalho-PROART. Epara captar possíveis estratégias defensivas foi aplicado análise de conteúdo nas respostas das perguntas abertas.Para a EOPT, os resultados apontaram para um risco psicossocial de nível médio e demonstraram que o fator divisão das tarefas é mais preocupante e causa maior insatisfação nos servidores pesquisados que o fator divisão social do trabalho e esse risco revela um alerta para uma situação limite que demanda a curto e médio prazo a necessidade de intervenção por parte da Instituição, no sentido de potencializar e incrementar os indicadores positivos e minimizar os efeitos dos indicadores negativos. Para a ESPT, o risco global apresentado foi considerado positivo, representando baixo risco psicossocial para a ocorrência de sofrimento patogênico, com predominância das vivências de prazer. Os fatores falta de sentido e falta de reconhecimento no trabalho apresentaram riscos psicossociais de nível baixo revelando, assim, a necessidade da manutenção, consolidação e potencialização dos aspectos positivos; por outro lado, o Esgotamento Mental revelou resultados que indicam um risco médio para a ocorrência de sofrimento patogênico. O cruzamento entre os grupos sociodemográficos com os resultados das escalas apontaram diferenças significativas nas variáveis, estado civil, escolaridade, idade e tempo no cargo. O estudo apontou para o uso de defesas protetoras e adaptativas, caracterizadas com posturas de indiferença, acomodação, compensação, isolamento e diálogo frente às adversidades. Assim, conclui-se que o contexto de trabalho proporciona sentimentos de prazer, mas também indica a presença de sofrimento, nesse caso, os servidores lançam mão de estratégias defensivas para suavizar a realidade sofrente. Por fim, propõem-se algumas sugestões visando a promoção da qualidade de vida do público pesquisado.