Prazer e sofrimento no trabalho: um estudo com os servidores técnicos administrativos do IFTO – Campus Palmas
Ano de defesa: | 2015 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Tocantins
Palmas |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Gestão de Políticas Públicas - Gespol
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
BR
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11612/101 |
Resumo: | Para a Psicodinâmica do Trabalho, o sofrimento é inerente ao processo laboral, os sentimentos de prazer e sofrimento são gerados a partir das formas de organização do trabalho e do modo como os trabalhadores enfrentam as situações positivas e negativas decorrentes do contexto de trabalho por meio das estratégias defensivas. Este estudo teve como objetivo identificar possíveis fatores que proporcionem prazer e quais resultam em riscos de sofrimento patogênico aos servidores, bem como descrever as estratégiasdefensivas utilizadas para mediar o sofrimento no seu cotidiano laboralà luz da Teoria da Psicodinâmica do Trabalho. O público-alvo da pesquisa foi composto por servidores técnicos administrativos concursados e lotados no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins CampusPalmas. Utilizou-se, como instrumento de coleta de dados, um questionário para levantamento dos dados sociodemográficos, além da Escala da Organização Prescrita do Trabalho-EOPT,responsável por investigar as características da organização prescrita do trabalho, e a Escala do Sofrimento Patogênico no Trabalho-ESPT –quepossibilitou levantar os riscos de sofrimento patogênico –, ambas componentes do Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais no Trabalho-PROART. Epara captar possíveis estratégias defensivas foi aplicado análise de conteúdo nas respostas das perguntas abertas.Para a EOPT, os resultados apontaram para um risco psicossocial de nível médio e demonstraram que o fator divisão das tarefas é mais preocupante e causa maior insatisfação nos servidores pesquisados que o fator divisão social do trabalho e esse risco revela um alerta para uma situação limite que demanda a curto e médio prazo a necessidade de intervenção por parte da Instituição, no sentido de potencializar e incrementar os indicadores positivos e minimizar os efeitos dos indicadores negativos. Para a ESPT, o risco global apresentado foi considerado positivo, representando baixo risco psicossocial para a ocorrência de sofrimento patogênico, com predominância das vivências de prazer. Os fatores falta de sentido e falta de reconhecimento no trabalho apresentaram riscos psicossociais de nível baixo revelando, assim, a necessidade da manutenção, consolidação e potencialização dos aspectos positivos; por outro lado, o Esgotamento Mental revelou resultados que indicam um risco médio para a ocorrência de sofrimento patogênico. O cruzamento entre os grupos sociodemográficos com os resultados das escalas apontaram diferenças significativas nas variáveis, estado civil, escolaridade, idade e tempo no cargo. O estudo apontou para o uso de defesas protetoras e adaptativas, caracterizadas com posturas de indiferença, acomodação, compensação, isolamento e diálogo frente às adversidades. Assim, conclui-se que o contexto de trabalho proporciona sentimentos de prazer, mas também indica a presença de sofrimento, nesse caso, os servidores lançam mão de estratégias defensivas para suavizar a realidade sofrente. Por fim, propõem-se algumas sugestões visando a promoção da qualidade de vida do público pesquisado. |