Estudo dos fatores de risco cardiometabólicos em mulheres com Tireoidite Crônica Autoimune

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: MOREIRA, Jaqueline Nascimento
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Instituto de Ciências da Saúde - ICS::Curso de Graduação em Enfermagem
Brasil
UFTM
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção à Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/tede/490
Resumo: A Tireoidite Crônica Autoimune (TCA) é a causa mais comum de hipotireoidismo em adultos, sobretudo em mulheres. As principais manifestações clínicas são os sinais e sintomas de hipotireoidismo. A Síndrome Metabólica (SM) é uma complexa inter-relação de fatores de risco para doenças cardiovasculares e diabetes. Esses fatores incluem hiperglicemia, hipertensão, concentrações elevadas de triglicerídeos, HDL-c baixo e acúmulo de gordura abdominal. A estimativa do risco de doença aterosclerótica resulta da somatória do risco associado a cada um dos fatores de risco mais a potencialização causada por sinergismos entre alguns desses fatores. O binômio tireoide e SM ganha destaque, uma vez que disfunção da glândula tireoidiana altera importantes vias metabólicas resultando na instalação dos elementos constituintes da SM. O principal objetivo deste trabalho foi estudar os principais fatores de risco cardiometabólicos, clínicos e laboratoriais, presentes em mulheres com TCA tratadas com levotiroxina e portanto eutireoideas. Trata-se de um estudo transversal, analítico, com abordagem quantitativa. Os dados foram colhidos no ambulatório de Endocrinologia da UFTM utilizando um instrumento que contemplava os dados socioeconômicos, antropométricos, clínicos e laboratoriais. Participaram da pesquisa 20 mulheres com TCA e 20 mulheres sem doença tireoidiana com idade entre 20 e 45 anos. As variáveis categóricas foram analisadas empregando-se distribuições de frequência absoluta e relativa. Foi realizada análise comparativa dos fatores de risco cardiometabólicos entre o grupo afetado e grupo controle. E também análise comparativa das frequências das ocorrências dos fatores de risco cardiometabólicos entre os grupos TCA e normal; além de correlações entre variáveis numéricas clínicas e laboratoriais. O nível de significância dos procedimentos inferenciais foi de 5%. Avaliando os índices de adiposidade notou-se que as mulheres com TCA apresentaram valores de IMC compatíveis com sobrepeso ou obesidade em 70% dos casos e circunferência abdominal acima de 80 cm em 70%, sendo estatisticamente maior em relação ao grupo controle. Em relação ao perfil metabólico notou-se que as médias das concentrações da glicemia de jejum foram significativamente maiores no grupo com TCA que no grupo controle, e o mesmo foi observado em relação ao índice HOMA. Quanto ao perfil lipídico, verificou-se que não houve diferença significativa entre os grupos, ainda que maior númerode pessoas no grupo com TCA tenham apresentado valores limítrofes, demonstrando a eficácia do tratamento de reposição hormonal. Escore de Risco global foi significativamente maior nos pacientes com TCA em relação ao grupo controle, ao apresentar risco intermediário para doença cardiovascular, enquanto o grupo controle apresentou baixo risco. Por definição e critérios convencionais adotados, 20% dos pacientes com TCA contra 7% do grupo controle apresentaram 3 ou mais fatores de risco cardiometabólicos. Conclui-se, por esses resultados, que pacientes com TCA apresentaram concentrações de glicemia de jejum e índice HOMA-IR significantemente maiores que no grupo controle; ainda que as concentrações basais de insulina não tenham apresentado diferença entre os dois grupos, estes dados sugerem a presença de resistência insulínica. Se a mesma se deve à TCA ou ao sobrepeso/obesidade, o desenho do presente estudo não permitiu concluir. Para tal, um estudo futuro deverá necessariamente selecionar pacientes com TCA e controles normais com IMC normal.