Reconstrução do ligamento cruzado anterior com uso do enxerto miotendinoso total: características clínicas e histológicas da manutenção do remanescente muscular dos tendões flexores

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Funchal, Luis Fernando Zukanovich [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69386
Resumo: Introdução: Características relacionadas ao enxerto utilizado na cirurgia de reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) são fatores importantes para o sucesso cirúrgico, nas questões mecânica e biológica. Objetivo: avaliar o diâmetro do enxerto, antes e após a retirada do remanescente muscular durante a reconstrução do ligamento cruzado anterior, assim como, as características histológicas do tecido muscular e tendinoso retirados, resultados clínicos funcionais e a qualidade da osteointegração. Método: Selecionados de março /20 a junho /21, 90 pacientes (média de 27 a) com lesão do LCA e cirurgia de reconstrução com flexores. Foram definidos dois grupos (G1) com a manutenção da musculatura aderia (enxerto miotendinoso total) com montagem, medida e anotação do diâmetro final e o (G2) com retirada da musculatura da forma habitual. Foram coletadas, 40 amostras dos tendões, para análise histológica. Realizamos imagem por RM seriada, aos 6, 12 e 24 meses, para avaliação da osteointegração. A análise clinica funcional segundo as escalas de Lysholm e Tegener. Resultados: No G1 conseguimos um aumento global de 11,87% no diâmetro comparativo. Foram encontrados importantes estruturas mecanorreceptoras nas amostras histológicas, além de diferentes tipos celulares relacionados à propriocepção e cicatrização. A RM magnética apresentou melhores resultados no G1 em 6 e 12 meses. O resultado funcional foi semelhante nos dois grupos. Conclusão: A técnica descrita é factível e apresenta vantagens mecânicas e biológicas, melhorando o diâmetro global dos enxertos e mantendo o potencial reparativo mais adequado, com melhores sinais na avaliação da RM e avaliação clínica semelhantes entre os dois grupos.