Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Petrella Junior, Caetano [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11600/71578
|
Resumo: |
Enquadramento: A medida que envelhecemos, ocorre uma diminuição da qualidade e quantidade do sono nas populações idosas, tendo as alterações hormonais na pós-menopausa supostas implicações nas alterações dos padrões de sono. Objetivos: Realizamos uma análise de prevalência em uma coorte epidemiológica para investigar o bruxismo relacionado ao sono (BRS) em mulheres na pré e pós-menopausa, abordando o impacto das alterações hormonais neste distúrbio de movimento. Métodos: A amostra foi composta por 535 indivíduos do sexo feminino de um estudo brasileiro de base populacional focado no sono, EPISONO (2007). Essas mulheres foram submetidas a uma polissonografia tipo I (PSG) de 1 noite, uma série de questionários relacionados à qualidade do sono, bruxismo relacionado ao sono e saúde reprodutiva, além de exames de sangue para verificar os níveis hormonais. As participantes foram distribuídas de acordo com a menopausa e diagnósticos possíveis e definitivos para BRS. Resultados: A prevalência de BRS definitivo em mulheres na pós-menopausa foi de 10,71% e 3,24% em mulheres na pré-menopausa, indicando que as mulheres na pós-menopausa têm 3,3 vezes mais probabilidade de serem diagnosticadas com BRS quando comparadas às mulheres na pré-menopausa. A prevalência de BRS possível foi de 18,87% em mulheres na pré-menopausa e 16,32% na pós-menopausa, não existindo diferença significativa na razão de prevalência entre mulheres na pré- e pós-menopausa. Nas mulheres na pós-menopausa, os níveis hormonais permaneceram inalterados entre os indivíduos com ou sem possível BRS, exceto a prolactina, que foi aumentada no contexto deste distúrbio do sono. Conclusões: Os dados aqui apresentados destacam a importância de considerar os amplos efeitos da menopausa e dos distúrbios do sono na qualidade de vida das mulheres. Nossas descobertas têm o potencial de abrir caminho para o desenvolvimento de intervenções terapêuticas eficazes para BRS, adaptadas a mulheres na pós-menopausa, com o objetivo de melhorar os padrões de sono e, consequentemente, a saúde geral de uma parcela significativa da população feminina. |