Avaliação da dor no momento de uma injeção intra-articular e suas variáveis relacionas: estudo de corte transversal em pacientes com doenças reumáticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Campos, Stella Falcadi Vendramine [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/71552
Resumo: Introdução: A infiltração intra-articular (IIA) com corticoide é prática muito comum em pacientes com doenças do aparelho locomotor, de realização ambulatorial e de efetividade comprovada. No entanto, ainda não são bem estabelecidas as variáveis associadas à dor no momento desse procedimento. Objetivos: Avaliar a média de dor no momento de uma IIA e as suas variáveis associadas. Métodos: Foi realizado um estudo de corte transversal, com pacientes com doenças reumáticas. Foram incluídos pacientes adultos, de ambos os sexos, com dor e edema na articulação estudada há mais de um mês, na ausência de anti-coagulação e de diabetes melitus ou hipertensão arterial descompensadas. Intervenção: Cada articulação estudada foi submetida a uma única IIA com o corticoide hexacetonide de triancinolona (HT) com doses variadas de acordo com o porte da articulação. Avaliação: Imediatamente antes do procedimento as articulações foram avaliadas por dois avaliadores “cegos” segundo as seguintes variáveis de avaliação: EVA (0- 10cm) de dor na articulação a ser infiltrada segundo o paciente, EVA (0-10cm) de edema na articulação a ser infiltrada segundo o avaliador, variáveis demográficas (sexo, cor da pele autorreferida e idade), doença reumática de base; presença de fibromialgia, tipo de articulação a ser infiltrada, porte da articulação a ser infiltrada (grande, médio ou pequeno porte), variáveis relacionadas ao procedimento de IIA em si (comprimento da agulha, diâmetro da agulha, tipo de agulha e dose de HT em ml; e dose de HT dividida em pequena e grande. No momento da IIA, o paciente foi questionado sobre a EVA de dor “durante” o procedimento em cada articulação infiltrada. As articulações foram, então, divididas em 2 grupos de acordo com EVA de dor no momento da infiltração: Grupo Muita Dor: formado pelas articulações que apresentaram EVA de dor no momento da IIA maior ou igual a média total da amostra; e Grupo Pouca Dor: articulações que apresentaram EVA de dor no momento da IIA menor que a média total da amostra. Realizou-se então análise estatística de comparação entre os grupos em relação a todas as variáveis de avaliação acima citadas na intenção de se identificar variáveis associadas a um dos dois grupos. Realizaram-se três análise estatísticas: Análise 1: com toda a amostra; Análise 2: excluindo-se os pacientes fibromiálgicos; Análise 3: análise 2 + Grupo xv Muita Dor sendo composto pelas articulações com EVA de dor no momento da IIA ≥ 7. Resultados: Foram estudadas 399 articulações, em 246 pacientes com doenças reumáticas, com média de idade 63,6 (1,2) anos, sendo 344 (86,20%) mulheres e com cor autoreferida como branca em 231 (57,90%). A média de EVA de dor articular no momento da IIA foi de 4,8 (3,14). Na Análise 1 observou-se como variável associada ao Grupo Pouca Dor apenas ter menor escore de EVA de dor prévia à IIA. Na análise 2 foram associados ao Grupo Pouca Dor, menor escore de EVA de dor prévia à IIA e ser portador de artrite reumatóide. Na Análise 3 foram associados ao Grupo Pouca Dor: ter uma média de idade menor, ter menor escore de EVA de dor prévia à IIA, ser portador de artrite reumatóide e ter mais do que uma enfermidade reumática. Conclusão: A média de EVA de dor articular (0-10cm) no momento da IIA foi de 4,8 (3,14). Dependendo da análise realizada no estudo, foram variáveis associadas ao Grupo Pouca Dor: ter uma média de idade menor, ter menor escore de EVA de dor prévia à IIA, ser portador de artrite reumatóide e ter mais do que uma enfermidade reumática.