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Repercussões metabólicas e alterações morfológicas do pâncreas endócrino após interposição ileal isolada em ratos normoglicêmicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Cardia, Wellington [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22499
Resumo: Introdução: Fatores neurohormonais e metabólicos associados aos procedimentos bariátricos são o foco no tratamento cirúrgico do diabetes mellitus tipo 2 (DM2), com efeitos sobre a produção de insulina e no metabolismo glicídico e lipídico. Apesar de níveis glicêmicos mais baixos após Interposição Ileal Isolada (III), em ratos euglicêmicos, as alterações morfológicas do pâncreas não foram estudadas. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos ponderais, metabólicos e na morfologia pancreática após III. Métodos: Estudo experimental com 24 ratos machos adultos Wistar, normais, distribuídos no Grupo Interposição (GI), submetidos a III e no grupo Simulado (GS), submetidos à operação simulada. Foram mensurados a massa corporal e o consumo alimentar da 13a a 21a semana de vida, 8 semanas de pós-operatório(PO), quando foi realizada a eutanásia. Parâmetros bioquímicos e o teste de tolerância insulínica (ITT) foram mensurados antes da cirurgia e na eutanásia. Foram efetuadas as medidas de tecido pancreático e de ilhotas de Langerhans, além da contagem de células beta e não marcadas por imunohistoquímica. Resultados: Não houve diferença entre os grupos na evolução da massa corporal, no consumo alimentar, nas dosagens bioquímicas e no ITT. Na análise dos momentos em cada grupo, na eutanásia, o GI apresentou níveis mais elevados de insulinemia (p=0,01) e HDL-colesterolemia (p<0,01) e colesterolemia total mais baixa (p=0,04), enquanto o GS apresentou glicemia (p=0,01) e trigliceridemia (p<0,01) mais elevadas. O ITT não apresentou diferença. Observou-se resultados semelhantes para os dois grupos na relação entre a área de ilhotas e área de pâncreas (p=0,37), na relação do número de células beta por área de ilhota (p=0,18) e área de pâncreas (p=0,47) e no percentual de células beta (p=0,38). Discussão: Não foi demonstrado que a III tem efeitos adversos sobre a morfologia do pâncreas endócrino e foi benéfico para o metabolismo glicídico e lipídico. Conclusão: Em ratos normais, a interposição ileal não influencia na população de células beta e induz alterações benéficas no metabolismo da glicose e lipídios. Assim, a III poderia representar uma técnica operatória para o tratamento de DM2 em pacientes com IMC normal.