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Análise da viabilidade de células neuronais na presença de amostras de soro/plasma de modelo animal e de indivíduos com esquizofrenia visando o estudo de mediadores envolvidos na etiologia e patofisiologia deste transtorno mental

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Almeida, Priscila Gasperini Camolesi [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/65354
Resumo: Os mecanismos celulares e moleculares envolvidos na etiologia e patofisiologia dos transtornos mentais (TMs) ainda permanecem elusivos, apesar dos muitos estudos já realizados. A esquizofrenia (ESQ) é um TM multifatorial e complexo, e apresenta uma grande variedade de sintomas, algumas das quais compartilhadas com outros TMs como o TB, e que contribui para a dificuldade no diagnóstico precoce e no tratamento adequado. Diversos fatores parecem contribuir para o desenvolvimento da ESQ, incluindo o desbalanço de neurotransmissores, alterações no neurodesenvolvimento, aumento nos níveis de mediadores pró-inflamatórios, estresse oxidativo, entre outros. O presente estudo teve como objetivo avaliar a possível existência de componentes com efeito neurotóxico na circulação sanguínea e que poderiam contribuir para o desenvolvimento da ESQ. Este estudo foi conduzido por meio da avaliação da viabilidade de células neuronais na presença de amostras de soro/plasma de modelos animais ou de indivíduos com ESQ, que foram comparados aos respectivos controles saudáveis. Embora não tenham sido observadas alterações na viabilidade ou no estresse oxidativo de células do neuroblastoma humano SK-N-AS frente à incubação com amostras de plasma de indivíduos com ESQ ou controle saudável, uma alteração significativa na viabilidade destas células foi observada frente à incubação por 24 h com o soro de modelos animais para a ESQ, nomeadamente os ratos espontaneamente hipertensos (SHR) ou ratos transgênicos que superexpressam a proteína DISC1 humana íntegra (tgDISC1), comparados aos respectivos controles, ou seja, animais Wistar (NWR) ou Sprague Dawley (SD) selvagem, respectivamente. O tratamento diário de animais SHR e NMR, por 30 dias consecutivos, com os antipsicóticos típico ou atípico, permitiu observar uma tendência de aumento na viabilidade celular somente para a incubação com o soro dos animais controle NWR, e que contribuiu para diminuir a diferença no efeito sobre a viabilidade celular observada para o soro do SHR comparado ao NWR. Por outro lado, a incubação com o soro de animais tgDISC1 determinou uma menor viabilidade celular comparada à observada com o soro de animais SD selvagem controle, e o tratamento destes animais selvagem e transgênico por 30 dias consecutivos com o antipsicótico atípico clozapina suprimiu esta diferença. Estudos anteriores do grupo com estes modelos animais demonstraram alteração na atividade de oligopeptidases, e que parecem estar alinhados com os resultados de viabilidade celular aqui apresentados. Avaliar o papel da neuroinflamação, avaliando também a relação entre as neuropeptidases e os efeitos na viabilidade celular, deverá ser o foco dos próximos passos deste estudo, que é parte integrante de um projeto maior do grupo que visa contribuir para o desenvolvimento de métodos para o diagnóstico diferencial e precoce de TMs, e também para o desenvolvimento de novos tratamentos para a ESQ.