Avaliação histomorfológica e imuno-histoquímica em amostras obtidas de autópsia para determinação de intervalo post mortem

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Santos, Debora de Souza [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/65501
Resumo: Objetivo. O objetivo deste estudo é analisar histomorfologicamente em Hematoxilina & Eosina e avaliar marcadores imuno-histoquímicos em diferentes tecidos de um único indivíduo, coletados em 6h, 60h e 80h post mortem, para estimativa de intervalo post mortem. Metodologia. Neste estudo, Foram coletados 8 fragmentos amostrais, sendo eles: músculo de parede abdominal (2), músculo cardíaco (2), fígado (2) e rim (2) sem alterações patológicas visíveis macroscopicamente, obtidas em Janeiro de 2020, em 6h, 60h e 80h post mortem, divididos em grupos com soro e sem soro fisiológico. As lâminas foram submetidas à imuno-histoquímica para a investigação de anticorpos HepPar-1, RCC e HHF35, e realizou-se análise microscópica e elaboração de histograma através do software ImageJ. Resultados. O processo autolítico está presente em todas as lâminas, porém o avanço é visível ao longo do tempo. As lâminas 6h foram consideradas como controle positivo, visto que a coleta e fixação ocorreram no ato da autópsia e a preservação das estruturas está superior às demais lâminas. A imuno-histoquimica teve coloração positiva em todas as amostras. O histograma de cada imagem é condizente com a leitura do patologista, entretanto não houve diferenças significativas entre o grupo com soro fisiológico e o grupo sem soro fisiológico. No nosso contexto, os histogramas podem auxiliar a leitura de lâminas microscópicas de tecidos homogêneos e marcadores citoplasmáticos na rotina da patologia clínica. Conclusão. Lâminas coradas com Hematoxilina e Eosina são essenciais para identificação tecidual. Tecidos homogêneos, como fígado e músculo, são viáveis para estudos de intervalo post mortem e tecidos heterogêneos, como o tecido renal, não possuem a mesma viabilidade devido à alta recorrência de autólise. Consequentemente, os marcadores HepPar-1 e HHF35 são viáveis, porém, o marcador RCC não apresenta boa viabilidade. Nossos resultados corroboram os achados em literatura e podem fornecer informações relevantes para futuras pesquisas.