Associação entre Síndrome Metabólica e o padrão de sono em adultos jovens: Estudo Epidemiológico do Sono(EPISONO)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Pereira, Nádia Raci Marques [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69360
Resumo: Objetivo: Este estudo investiga a prevalência da Síndrome Metabólica (SM) e a associação entre a SM e o padrão de sono em adultos jovens na cidade de São Paulo. Além disso, foram analisadas as associações de SM com o padrão de sono em mulheres e homens separadamente, e entre os gêneros. Por fim, investigou-se o cronotipo e o gene PER3 estavam associados à SM e ao padrão de sono. Métodos: Esta pesquisa utilizou dados do estudo epidemiológico de sono em São Paulo (EPISONO) 2007, que envolveu 1042 voluntários. Foram incluídos 223 indivíduos na faixa etária de 20 a 39 anos, após a exclusão de pessoas que faziam uso de medicações psicoativas, apresentavam dados incompletos no banco de dados e possuíam apenas um ou dois fatores de risco para a SM. Os participantes responderam a questionários sobre sono e cronotipo, foram submetidos a avaliações antropométricas, aferição da pressão arterial, exames bioquímicos e polissonografia. A amostra foi distribuída em dois grupos: grupo controle (GC) com 180 indivíduos sem fatores de risco para a SM, e grupo síndrome metabólica (GSM) com 43 indivíduos que apresentavam três ou mais dos cinco fatores necessários para o diagnóstico de SM, de acordo com o critério do National Cholesterol Education Program - Adult Treatment Panel III. Foram analisados fatores socioeconômicos, etnia, índice de massa corporal, circunferência da cintura, exames bioquímicos: glicose, HOMA-IR, colesterol total e frações, triglicerídeos, leptina, grelina, proteína C reativa, interleucina 6, fator de necrose tumoral, TGO e TGP. Resultados: A prevalência da SM nessa faixa etária foi menor quando comparada a outros estudos brasileiros. Observou-se associação entre SM e alterações no padrão de sono em adultos jovens, com alto índice de IAH em homens. Não foram encontradas associações da SM com o cronotipo e o gene PER3. Conclusão: Houve associação da SM com a redução da qualidade de sono em adultos jovens independentemente do sexo, mas não com o cronotipo e o gene PER3. Entretanto, faltam estudos que abordem a SM e a qualidade de sono nesta faixa etária. Embora a obesidade possa ter impacto negativo na qualidade do sono, o sono de má qualidade também pode estar associado a fatores de risco para à SM.