Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Nonato, Bruna Corrêa [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/66123
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Resumo: |
A Educação em Saúde se relaciona aos processos educativos de conhecimento em saúde e combinações de experiências de aprendizagem que buscam contribuir para a autonomia das pessoas no cuidado à própria saúde. O conceito objetiva transformações no comportamento das pessoas e do coletivo no sentido de favorecer ações voluntárias. A escola se torna por isso um campo bastante propício para processos de ensino-aprendizagem que tratem da Educação em Saúde. Objetivo: Este trabalho teve como objetivo analisar o espaço que a Educação em Saúde ocupa nos processos formativos e práticas de ensino-aprendizagem de professores do Ciclo Autoral de escolas da Rede Pública Municipal de São Paulo na região do Campo Limpo. Metodologia: Trata-se de um estudo de abordagem metodológica qualitativa, englobando pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa empírica. A partir de fundamentos da educação relacionados principalmente a definição de ser humano, adentra-se no campo da Educação em Saúde, das políticas públicas da educação e da saúde para, por fim, analisar a formação docente. Para a análise documental foca-se: Decreto nº 54.453 de 10 de outubro de 2013, o Currículo da Cidade (parte 1 – Introdutório), Planilha com as Formações da Diretoria Regional de Campo Limpo nos anos de 2020, 2021 e 2022 e documentos sobre o período de pandemia articulados a Rede Municipal de Ensino de São Paulo. A pesquisa empírica foi realizada com 23 professores atuantes no Ciclo Autoral de 4 escolas do Campo Limpo. Utilizou-se um questionário semiestruturado do Google Formulários para a coleta. Os dados empíricos foram processados pela análise de conteúdo temática. Discussão: As categorias de análise foram: Formação inicial de educação superior; Formação continuada; Educação em Saúde; Relevância da saúde em sala de aula; Interesse dos(as) alunos(as) nas temáticas de saúde na perspectiva dos professores; Práticas de ensino-aprendizagem em saúde; Práticas de ensino-aprendizagem sobre saúde durante a pandemia de COVID-19; Facilidades e fragilidades nos processos de ensino-aprendizagem em saúde; Projetos de saúde realizados entre 2020 e 2022; A Saúde nos componentes curriculares; e Devolutiva do estudo. A análise dos dados evidenciou a necessidade de fortalecimento das ações formativas voltadas à saúde considerando os anseios e perspectiva do professor. A formação continuada se mostrou com mais abertura aos temas relacionados à saúde do que à formação inicial docente. As temáticas mais abordadas em sala de aula foram saúde mental e emocional, COVID-19 e alimentação. Por outro lado, os temas indicados projetos e aprofundamento foram doenças mentais/emocionais assim como as questões relativas à gravidez na adolescência, sexo seguro e Doenças Sexualmente Transmissíveis. O interesse e a participação dos(as) alunos(as) têm fator mobilizador para a busca docente de novas práticas e conhecimentos. Conclusão: Apesar do reconhecimento de sua importância e necessidade no âmbito escolar, a Educação em Saúde ainda precisa ser fortalecida e amplamente abordada, não podendo ficar restrita a períodos específicos do ano ou a alguns componentes curriculares. A pandemia de COVID-19 mostrou-se como fator mobilizador de práticas de saúde impulsionadas pelo contexto, protocolos e ações para garantia das aprendizagens. Mas ainda há um caminho a percorrer no sentido de se ouvir e atender as expectativas as quais professores, alunos e comunidade anseiam. |