Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Stivanin, Daniele [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11600/62213
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Resumo: |
A Esclerose Múltipla Infantil (EMI) é uma doença autoimune e desmielizante do sistema nervoso central, caracterizada por episódios repetidos de disfunção neurológica (surtos) e com início dos sintomas antes dos 18 anos. Este trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade de vida, os problemas de comportamento e o funcionamento executivo de crianças e adolescentes com esclerose múltipla. Participaram do estudo vinte e sete crianças, sendo doze crianças e adolescentes com esclerose múltipla e quinze jovens sem a doença, como grupo controle. Os participantes e seus pais responderam aos questionários de qualidade de vida (Questionário Pediátrico de Qualidade de vida - PEDSQL), de funcionamento executivo (Breve Inventário das Funções Executivas - BRIFE) e de problemas de comportamento (Inventário dos comportamentos de crianças e adolescentes - CBCL). Os resultados mostraram que os índices de qualidade de vida referidos pelos pacientes e pelos seus pais receberam pontuações mais baixas que o grupo controle, embora essa diferença não seja estatisticamente significativa. As áreas mais preservadas foram o funcionamento social e físico, enquanto as áreas com possíveis prejuízos foram o funcionamento emocional e escolar. Com relação ao funcionamento executivo, na BRIFE, as habilidades de planejamento/organização, monitoramento, flexibilidade e regulação emocional foram as dificuldades mais presentes. Os problemas de comportamento relatados pelos pais dos pacientes, através do CBCL, foram indicativos de sintomas depressivos, ansiedade, queixas somáticas, problemas nas interações sociais e comportamentos desafiadores. Foram encontradas correlações entre a qualidade de vida e as funções executivas, indicando que quanto maiores as dificuldades nas funções executivas, menores os índices de avaliação da qualidade de vida. Foram encontradas correlações entre a qualidade de vida e os problemas de comportamento e emocionais, avaliados no CBCL. Os pacientes também descreveram o processo de adaptação emocional frente a doença e a importância dos cuidados e orientações da equipe especializada como um dos fatores de bom enfrentamento. Sugere-se, para futuros estudos, avaliações longitudinais, com instrumentos que abordem as diversas funções cognitivas e as queixas emocionais, como a depressão. |