Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Oliveira, Daniel Arruda de
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Orientador(a): |
Pereira, Jorge Luiz de Goes
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Banca de defesa: |
Pereira, Jorge Luiz de Goes,
Del Rio, Monica Aparecida,
Souza, Fatima Regina Cruz |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação Agrícola
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Departamento: |
Instituto de Agronomia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/12876
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Resumo: |
Uma situação que marca a saída das jovens rurais do campo são as organizações sociais e a divisão sexual do trabalho na interface com as questões de gênero. Tal reprodução social também é refletida nos espaços escolares e, muito mais quando se referimos aos Cursos Técnicos em Agropecuária no Brasil que têm sua trajetória histórica marcada pelo predomínio masculino no desenvolvimento das atividades e na expressiva presença na formação técnica-profissional. O objetivo geral desse estudo é investigar as situações e as perspectivas das jovens educandas rurais do Curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio do Centro Estadual Integrado de Educação Rural de Vila Pavão quanto à permanência ou não no meio rural. A presente pesquisa é de natureza quali-quantitativa, exploratória-descritiva. O procedimento metodológico ocorreu pela aplicação de um questionário com fins de identificação de perfil das jovens educandas da 1ª, 2ª e 3ª série do Curso no ano de 2022 e realização de Grupos Focais com intuito reconhecer e interpretar quais as suas concepções de identidades, da valorização e pertencimento do rural ou não-rural. Como resultado verifiquei que as jovens educandas rurais apresentam motivações de permanência no campo e de escolha profissional comuns e específicas de acordo com seus contextos de vida. As influências das gerações passadas, atravessadas pelo viés da desigualdade de gênero no meio rural, acabam levando para essas jovens a não sucessão desses papéis definidos pelo ciclo de vida da família rural, assim, desenhando suas expectativas de futuro fora do meio rural e buscando almejar com as atividades não-agrícolas. Por fim verifiquei que a desigualdade de gênero é uma problemática que está no bojo do Curso Técnico em Agropecuária da instituição escolar em questão. |