A reflexão decolonial em debate no ensino de história: o que dizem teses e dissertações em educação sobre o tema
Ano de defesa: | 2020 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , , , , |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares
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Departamento: |
Instituto de Educação
Instituto Multidisciplinar de Nova Iguaçu |
País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Palavras-chave em Inglês: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/9915 |
Resumo: | Historicamente o contexto do ensino de História no Brasil se constituiu tendo por base o compromisso de sedimentar a herança da modernidade europeia nos trópicos, sendo muito recentes os movimentos críticos à modernidade a partir do giro epistemológico proposto pelo pensamento decolonial. O objetivo geral desta tese é analisar o conjunto de teses e dissertações disponibilizadas no catálogo da CAPES, no campo da educação, onde a perspectiva teórica da M/C tenha sido utilizada. O recorte temporal proposto é o período de 1995 a 2018. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que lança mão de uma metodologia exploratória para o mapeamento dos dados coletados. A pesquisa está estruturada em quatro capítulos. O primeiro descreve a trajetória da pesquisadora desde a graduação em História até o doutoramento para apresentar os caminhos percorridos no plano de sua formação pessoal e acadêmica que viabilizaram o reconhecimento do modus operandi da colonialidade como também as possibilidades de atuação e pensamento a partir das brechas que uma epistemologia fronteiriça (MIGNOLO, 2017) pode oferecer. O segundo capítulo apresenta reflexões propostas em torno do eixo temático relacionado ao ensino de História e em que medida as teorias da história e a prática docente trazem marcas da colonialidade do saber, assim como historiciza caminhos que a historiografia brasileira percorreu, para perceber o quanto da tradição eurocêntrica esteve presente na formação dos quadros institucionais de produção do conhecimento acadêmico e mesmo escolar em nosso país, sobretudo a partir do século XIX. No terceiro capítulo apresenta etapas percorridas na atividade de levantamento nas teses e dissertações, além da quantificação, classificação e contextualização das produções encontradas. O quarto capítulo analisa os conteúdos das dissertações e teses encontradas que atenderam aos requisitos propostos para a presente pesquisa. As considerações finais anunciam que os achados da pesquisa pontuam que o ensino de história ainda esteja profundamente marcado por uma colonialidade do saber que ratifica modelos e estruturas societárias excludentes; os trabalhos analisados, cada qual a sua maneira, denunciam a operacionalidade da colonialidade que nos constitui e nos convidam a pensar que uma educação libertária se faz toda vez em que o Outro é reconhecido em sua inteireza e história |