Rap, mulheres e nordeste: conexões em um discurso de empoderamento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Souza, Jéssica Monalisa da Costa
Orientador(a): Muniz, Cellina Rodrigues
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS DA LINGUAGEM
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Rap
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/32785
Resumo: A cena hip hop do Nordeste, em expansão e fortalecimento constante, garante aos debates circulantes na atualidade frutíferas colaborações, destacando-se dentre elas os raps compostos por grupos majoritariamente femininos, cujo interesse se mostra orientado às dinâmicas de poder e às contingências que as envolvem. Tendo em vista a crescente irrupção e relevância das produções lítero-musicais ligadas a essa tônica, o presente estudo objetiva compreender como se dá a construção do discurso de empoderamento ressoante em três raps assinados por mulheres nordestinas dos grupos Donas (Recife/PE), Caboclas MC’s (Mossoró/RN e Natal/RN) e Sinta a Liga Crew (João Pessoa/PB). Dessa forma, esta pesquisa se debruça sobre um lugar não-formal de produção do conhecimento, no que atende à perspectiva da Linguística Aplicada como área de investigação. A abordagem teórica está ancorada nos pressupostos de Maingueneau (1997, 2006, 2008, 2013), conjugando no essencial com os estudos sobre empoderamento feminino e nordestino (ALBUQUERQUE JR, 2001; SARDENBERG, 2006; BAQUERO, 2012, entre outros) e elemento rap no movimento hip hop (SALLES, 2007; ZANETTI; SOUZA, 2008; TEPERMAN, 2015; AMARAL; CARRIL, 2015). A análise indica a configuração do discurso de empoderamento pautada, em suma, pelos seguintes pontos: a afirmação do eu com base na ideia de pertencimento ao gênero identitário, às raízes regionais e ao nicho artístico-cultural; e o posicionamento de embate frente às convenções sociais marcado por uma voz predominantemente coletiva.