Avaliação da expressão de miRNAs exossomais na toxicidade hepática induzida pelo clopidogrel em células HepG2

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Freitas, Renata Caroline Costa de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/23708
Resumo: O clopidogrel é um fármaco utilizado na terapia para prevenção de trombose e aterosclerose. Contudo, a hepatotoxicidade induzida por clopidogrel é um potencial efeito adverso relacionado com lesões hepáticas e resposta antiplaquetária. Considerando a falta de diagnóstico precoce para esse efeito adverso, miRNAs derivados de exossomos podem ser úteis para contribuir para o monitoramento da resposta antiplaquetária e na predição do risco de hepatotoxicidade. Portanto, primeiramente objetivamos investigar as interações miRNA-mRNA com a toxicidade do fármaco in silico utilizando dados de microarrays disponíveis e software Ingenuity Pathways Analysis 6 (IPA). Em seguida, o perfil de expressão exossomal dos miR-26a-5p, miR-145-5p, miR-15b-5p e miR-4701-3p, bem como os mRNAs alvos (PLOD2, SENP5, EIF4G2, HMGA2, STRADB e TLK1) derivados de células foram avaliadas in vitro, uma vez que estes foram os alvos moleculares principalmente associados ao efeito adverso. Assim, células HepG2 foram incubadas com clopidogrel a 6,25, 12,5, 25, 50 e 100 μM durante 24 e 48 h. A citotoxicidade foi avaliada por citometria de fluxo pela análise da fragmentação do DNA e do ciclo celular. A expressão de miRNA derivados de exossomos e de mRNA derivados de células foi avaliado pela RT-qPCR. As células tratadas com concentrações mais elevadas de 50 e 100 μM causaram maior fragmentação do DNA após 24 e 48 h sugerindo ser uma concentração tóxica. A expressão do miR-26a-5p foi elevada e a expressão do miR-15b-5p foi diminuída na concentração tóxica 100 μM em relação ao controle em 24 e 48 h. HMGA2, EIF4G2, STRADB e SENP5 alvos do miR-26a-5p foram pouco expressos nas concentrações tóxicas em 24 h e o HMGA2 se manteve pouco expresso depois de 48 h de tratamento, em relação ao controle. TLK1, alvo do miR-15b-5p, teve expressão diminuída em 24 h na concentração tóxica. Os resultados sugerem que concentrações tóxicas de clopidogrel podem modular a expressão de miR-26a-5p e miR-15b-5p e seus alvos de mRNA. Além disso, o miR-26a pode representar um marcador importante para prever a hepatotoxicidade induzida por clopidogrel