Perfil de incapacidade populacional e associação com fatores contextuais: estudo piloto do Brief Model Disability Survey no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Araújo, Denise Soares de
Orientador(a): Lima, Núbia Maria Freire Vieira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA - FACISA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/58161
Resumo: Introdução: Pesquisas relacionadas ao estudo sobre incapacidade estão tornando-se cada vez mais frequentes, apresentando a importância do registro de dados confiáveis acerca de deficiências, limitações de atividades e restrições de participação, assim como de fatores contextuais que podem vir a influenciar os níveis de incapacidade da população. Em 2011, a OMS divulgou a criação do Model Disability Survey (MDS), sendo este instrumento baseado no modelo biopsicossocial de saúde e importante preditor de saúde. Objetivo: Descrever e analisar o perfil populacional através do inquérito Brief Model Disability Survey (MDS) em Santa Cruz, Rio Grande do Norte. Métodos: Trata-se de um estudo piloto descritivo, realizado através de inquérito populacional. O estudo obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa Institucional da FACISA sob o número 4.102.958. Foram considerados elegíveis participantes com idade superior a 18 anos de ambos os sexos, com ou sem deficiências. Excluiram-se aqueles que se negassem a responder a todas as perguntas do questionário, aqueles com aparente incapacidade cognitiva, assim como os desistentes. Utilizou-se questionário sobre características sociodemográficas e o Brief MDS (40 questões). A distribuição da amostra foi apresentada por meio de frequências absoluta e relativa e a análise descritiva foi realizada utilizando as medidas de tendência central e dispersão. Resultados: Foram qualificadas 504 entrevistas, observando-se predominância de um público adulto, sendo a maioria composto por mulheres (n=385). As condições de saúde autorreferidas mais prevalentes foram hipertensão arterial sistêmica (35,3%) e ansiedade (24,4%). Os fatores ambientais indicados como facilitadores foram principalmente relacionados aos locais frequentados, a residência e suporte social. O relato de dores no corpo foi prevalente (26,6%) na população estudada, sendo também um importante subsídio para desenvolvimento de ações voltadas para promoção da saúde e prevenção de agravos. No que diz respeito à assistência pessoal, esse papel parece ser representado principalmente por uma figura feminina com vínculo familiar, envolvendo questões sociais e econômicas que afetam a qualidade de vida desses indivíduos. Sobre dispositivos assistivos, apenas 3,6% dos participantes relataram utilizar alguma tecnologia, sendo a bengala, o calçado terapêutico e a cadeira de rodas os mais citados.