Obtenção de sistemas macroemulsionados a partir de óleos vegetais, para incorporar extrato seco de punica granatum

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Abrantes, Antonio César Nobre de
Orientador(a): Wanderley Neto, Alcides de Oliveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/21563
Resumo: As emulsões são formulações empregadas em diferentes segmentos da indústria, principalmente na área alimentícia, terapêuticas, cosméticas. Os óleos de Linum usitatissimum e Sesamun indicum apresentam propriedades anti-inflamatórias, em razão da presença de ácidos graxos essenciais, podendo ter aplicação na preparação de medicamentos pelo potencial farmacológico. O objetivo desse trabalho foi usar as propriedades farmacológicas do Punica granatum, como ativo, em sistema emulsionado, para aplicação fitoterápica. As emulsões foram obtidas a partir de diagrama ternário utilizando a água destilada como fase aquosa e a lecitina de Glycine max como tensoativo. Na preparação dos dois diagramas, na fase oleosa, utilizou-se os óleos de Linum usitatissimum e Sesamun indicum. Nos diagramas obtidos, na região de emulsão do tipo O/A, foram escolhidos seis sistemas (três em cada diagrama) por apresentar maior estabilidade. Os conservantes adicionados aos sistemas foram metilparabeno (Nipargin) e propilparabeno (Nipazol) e o estabilizador de emulsões, hidrocolóide Xanthan Gum (goma xantana). Da casca do vegetal Punica granatum foi obtido extrato aquoso, e em seguida liofilizado. Foram definidos três percentuais (0,3%, 0,5% e 1,0%) de extrato liofilizado em cada sistema. Essas formulações foram caracterizadas através das técnicas de medida pH, viscosidade, condutividade, estabilidade acelerada e estabilidade térmica. Antes de adicionar o bioativo foi empregada a espectrofotometria no Ultravioleta para quantificar o bioativo presente no pó da casca da romã. A formulações com a adição do extrato tiveram seus valores de pH diminuídos e viscosidade aumentada quanto maior foi o percentual do extrato no meio. Isso se deve por que o extrato apresenta fenóis de caráter ácido e a quantidade maior de extrato no meio precisa de mais moléculas para hidratar esse extrato, tornando o meio com menos água livre.