Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Garcia, Pedro Braga Linhares |
Orientador(a): |
Sousa, Ana Carolina Patrício de Albuquerque |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA QUALIDADE EM SERVIÇOS DE SAÚDE
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/49072
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Resumo: |
Introdução: A Segurança do Paciente é um componente essencial da qualidade do cuidado. Um ciclo de melhoria deve analisar os dados a fim de traçar um plano de ação direcionado. Em 2018, o Ministério da Saúde no Brasil aprovou as Diretrizes para o Tratamento de Fratura de Colo do fêmur em idosos. Objetivo do estudo: Avaliar o nível de conformidade ao protocolo de cirurgia segura nos pacientes com fratura de fêmur, em um hospital de referência, antes e após um ciclo de melhoria. Método: Trata-se de um estudo de intervenção realizado no Hospital Regional do Sertão Central, Quixeramobim - CE para avaliar a conformidade ao protocolo de cirurgia segura nos pacientes com fratura de fêmur, antes e após um ciclo de melhoria. Durante 18 meses, os pacientes admitidos para realização de procedimento cirúrgico na linha do cuidado do fêmur foram avaliados quanto à conformidade aos protocolos. Foram excluídas as reoperações e os procedimentos sem incisão cirúrgica. Os dados foram coletados por meio de consulta às planilhas de gerenciamento de segurança, à lista de verificação de segurança cirúrgica (“checklist”) e ao prontuário. Foram também avaliados: infecção de sítio cirúrgico; readmissão hospitalar, reoperação e mortalidade nos primeiros 90 dias após internação; desfecho cirúrgico; tempo de permanência hospitalar; intervalo entre a fratura e admissão hospitalar; intervalo entre a admissão e a cirurgia. Os dados foram analisados mediante estatística e inferencial, considerando o intervalo de confiança de 95%. Resultados: Foram avaliados 550 protocolos. A maioria dos pacientes foi do sexo feminino (65,2%), com média de idade igual a 73,2±17,9 anos. Após o ciclo de melhoria, houve diminuição no número de ocorrência de infecção do sítio cirúrgico, readmissão hospitalar, óbito pósoperatório e reoperação, este último com significância estatística. A principal falha processual identificada foi referente à profilaxia antibiótica, com 82,6% de representação. Conclusão: O ciclo de melhoria implementado foi responsável por ajustes nos processos, gerando crescimento na conformidade ao protocolo de cirurgia segura de 60,1% para 92,9% e 90,6% nas amostras após o ciclo de melhoria, sendo esta diferença estatisticamente significativa. A melhoria na conformidade dos níveis de segurança cirúrgica pode mitigar os riscos de infecção de sítio cirúrgico e outros eventos relacionados como reinternações, reoperações e óbitos. |