Navegâncias autoficcionais: rotas para uma abordagem em o real e o ficcional na cena

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Barbosa Segundo, Miguel Eugênio
Orientador(a): Lopes, Melissa dos Santos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES CÊNICAS
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/52094
Resumo: Este trabalho é formado por duas camadas, a primeira, referente aos processos discursivos e reflexivos sobre a autoficção. A segunda, uma camada poética que atravessa a primeira, reorganizando e deslocando os olhares para o próprio ato do meu ser/fazer pesquisador/pesquisar. Essa pesquisa tem por objetivo investigar a autoficção no teatro, percebendo sua trajetória desde a literatura, onde o termo foi cunhado por Serge Doubrovysk, em 1977, até chegar ao campo das Artes Cênicas, com a perspectiva de identificar estruturas que facilitem o reconhecimento dessas produções. Para fazer uma análise sobre esse tipo de produção autoficcional, crio duas rotas que formam essa minha experiência em navegância para perceber as relações de referencialidade nominal, a ficcionalização como modelagens de acontecimentos e uma abordagem não narcísica do eu. A primeira rota está associada à origem do termo autoficção na literatura e, posteriormente, à utilização do termo no teatro. A segunda, volta-se ao estudo de caso do espetáculo Deus te faça feliz do Coletivo de Teatro Aruã (PB), no intuito de perceber quais elementos entre dramaturgia, espaço e encenação podem contribuir para perceber a autoficção no campo teatral, como também, quais podem ser os elementos de ficcionalização de uma obra e suas possíveis (re)elaborações da memória nesse processo.