Percepção da gestante sobre sua família e gestação por meio do modelo Calgary e da Hermenêutica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Silva, José Lenartte da
Orientador(a): Tavora, Rafaela Carolini de Oliveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA – PPGSACOL
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/25725
Resumo: Introdução: O período gestacional envolve mudanças em diferentes aspectos, demostrando que os cuidados pré-natais devem ultrapassar a dimensão biológica. Objetivo: Compreender a percepção da gestante sobre sua família e gestação por meio do modelo Calgary e da Hermenêutica. Método: É um estudo descritivo, exploratório, do tipo qualitativo, realizado com gestantes e suas famílias em uma Unidade Básica de Saúde, do município de Santa Cruz/RN, cuja amostra foi definida pelo método de saturação dos dados. Foram realizadas três oficinas temáticas, aplicando as técnicas do genograma e ecomapa, dinâmicas de grupo para compreender as relações interpessoais entre as gestantes e suas famílias. As entrevistas semiestruturadas passaram por uma análise utilizando a hermenêutica-dialética de Habermas, com síntese dos processos compreensivos e críticos. Resultados: Emergiram as categorias: “Minha família”, “Sentimentos positivos” e “Sentimentos negativos”. Foram construídas as representações gráficas (genograma) de cada família, além de identificar as relações de apoios e/ou de conflito (ecomapa). Discussão: Verificam-se relações familiares de apoio e conflito. O genograma possibilitou visualizar as composições das famílias e o ecomapa permitiu analisar as diversas relações contidas nos supra-sistemas e sistemas, através dos feedebacks, do processo de auto-regulação. Analisaram-se as falas das gestantes por meio dos conceitos do Modelo Calgary de Avaliação Familiar e da hermenêutica-dialética. Percebeu-se que as gestantes pertenciam mesmo núcleo familiar, mas vivam o mundo de vida diferentes sistemas e subsistemas. O processo de comunicação, diante dos temas abordados, foi permeado por linguagens perturbadas, entretanto, sendo possível compreendê-las e discuti-las. Considerações finais: O apoio familiar melhorou o caminhar da gestação emocionalmente. As que não o receberam de imediato experimentaram o equilíbrio das relações com o passar dos dias. Dessa forma, as mulheres grávidas puderam sentir-se mais confiantes, certamente, neste processo, o diálogo foi fundamental para o êxito. Ainda são necessários estudos que apontem caminhos para sanar os conflitos e desafios surgidos a partir da gravidez.