Entre o espaço público e o espaço privado: representações femininas veiculadas no jornal O Dia em Teresina/PI na década de 1970

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Sousa, Jenilda da Silva
Orientador(a): Viana, Helder do Nascimento
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/45209
Resumo: O propósito central deste trabalho é refletir, por meio da análise do jornal teresinense O Dia, a construção de supostos papéis e ordens morais direcionados às mulheres, na qual foram sujeitadas a uma investida de restrição e demarcação de seu espaço de vivência, através de argumentos burgueses e discursos médicos-sanitaristas, uma dinâmica de moralização que resultou em certas estereotipias aos comportamentos femininos e enclausuramentos em determinadas atribuições puídas e ultrapassadas no interior da cidade de Teresina/PI nos anos de 1970. Mas, ao mesmo tempo, buscamos discutir como o processo de modernização desta capital no mesmo período afetou a figura feminina, da qual a maior visibilidade no cenário público aparentava estar relacionado à conquista de direitos, sobretudo, em relação à educação e a profissionalização, o que certamente, foram grandes motivadores dos vários outros êxitos femininos no decorrer de todo o século XX. Tomando por base principalmente o jornal O Dia consultado no Arquivo Público do Piauí, além de bibliografia de historiadores locais, com destaque Jurandir Gonçalves Lima (2016), Bernardo Pereira de Sá Filho (2017), Elizangela Barbosa Cardoso (2010). Com o intuito de embasar as análises, procura-se ainda elaborar uma sustentação teórica em autores como Michel Foucault (1984), Pierre Bourdieu (1998), Roger Chartier (1990), John Thompson (2011), Anthony Giddens (1993), Michelle Perrot (2007), Joan Scott (1995). Contribuindo, dessa maneira, para ampliar o conhecimento sobre mudanças e disposições, eventualmente conflitantes e contrárias, que apontavam o modo como a sociedade da época refletiu e reconheceu determinadas transformações vivenciadas pelas mulheres nos espaços público e privado.