Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2009 |
Autor(a) principal: |
Santos, Iara Maria Carvalho Medeiros dos |
Orientador(a): |
Santos, Derivaldo dos |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem
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Departamento: |
Linguística Aplicada; Literatura Comparada
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País: |
BR
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/16172
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Resumo: |
A presente dissertação de mestrado, intitulada O ARBUSTO DOS ANJOS, apresentada ao Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem, do CCHLA/UFRN, para obtenção do título de Mestra em Estudos da Linguagem, objetiva realizar uma leitura da obra anjosiana Eu (1912), de modo a identificar, no teor dialético de seus versos, uma atitude crítica do poeta frente à realidade instituída, assumindo, para tanto, dimensões utópicas que o fazem vislumbrar outras possibilidades de existência. Como fundamentação teórica, apóia-se em Nietzsche, em cujos textos de A Vontade de Poder (1884-1888) toma de empréstimo uma concepção de niilismo díspar do fatalismo e da resignação, porque voltada para uma negação das verdades instituídas; também baseia-se no pensamento de Benjamin, em suas Teses sobre o conceito de história (1940), de onde é possível enxergar, no desvio revolucionário pelo passado, uma oportunidade de construir um futuro diferente do agora. O estudo analisa alguns poemas de Augusto dos Anjos, tomando-os como realidade criadora que mantém pontos de contato com a realidade imediata do poeta. Apoiando-se no método de análise de Antonio Candido (2004), esta dissertação privilegia o estudo de cinco sonetos constituintes do Eu, a saber: O Lázaro da Pátria , Ricordanza della mia Gioventú , A Árvore da Serra , Debaixo do Tamarindo e Vozes da Morte . Identifica na sua abordagem lírica rasgadora de normas e aglutinadora de sonhos, o fundamento paradoxal que sustenta o niilismo utópico de Augusto dos Anjos, no qual protagoniza a voz dos oprimidos, digna de ser recordada no espaço sempre emblemático do texto literário |