Avaliação da qualidade nutricional de Brachiaria spp. para uso em sistemas de produção no Nordeste brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Rodrigues, Jéssica Gomes
Orientador(a): Difante, Gelson dos Santos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PRODUÇÃO ANIMAL
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/29995
Resumo: O objetivo foi avaliar cinco cultivares de Brachiaria spp. quanto a produção e qualidade nutricional para uso em sistemas de produção no Nordeste brasileiro. O experimento foi realizado na área experimental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, o delineamento utilizado foi o de parcela subdividida no tempo, com quatro repetições e cinco tratamentos representados por cinco cultivares de Brachiarias pp.: Basilisk, Marandu, Paiaguás, Piatã e Xaraés, avaliadas em quatro períodos no primeiro ano de implantação. As análises foram realizadas no Laboratório de Nutrição Aplicada pertencente à Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. As variáveis avaliadas foram: taxa de acúmulo de forragem (TAF), teor de matéria seca (MS), matéria orgânica (MO), proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA) da lâmina foliar e do colmo, digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS), matéria orgânica (DIVMO), proteína bruta (DIVPB), fibra em detergente neutro (DIVFDN), fibra em detergente ácido (DIVFDA), cinética da degradação in vitro, concentração de protodioscina e análise termogravimétrica (TG). As cultivares apresentaram resultados semelhantes para MS (351,2 g/kg), com os menores teores observados nas amostras do período chuvoso (255,7 g/kg). A cultivar Xaraés apresentou a maior TAF (54,1 kg/ha.dia de MS) e a cultivar Paiaguás a menor com 33,72 kg/ha.dia de MS. A cultivar Basilisk apresentou os maiores teores de PB (95,1 g/kg de MS), seguido pelas cultivares Marandu e Paiaguás (86,5 g/kg de MS e 86,0 g/kg de MS, respectivamente). Para todas as cultivares os maiores percentuais de FDN (707,6 g/kg de MS) e FDA (415,2 g/kg de MS) foram encontrados no período chuvoso. A cultivar Basilisk apresentou as maiores digestibilidades in vitro da MS (825,5 g/kg de MS), seguida da cultivar Paiaguás (759,5 g/kg de MS). As concentrações de protodioscina foram influenciadas pelos períodos, a cultivar Basilisk apresentou as maiores concentrações (5,54 e 5,13 g/kg de MS) nos períodos de estabelecimento e de transição seca/águas e menor (1,51 e 1,23 g/kg de MS) nos períodos seco e chuvoso. As cultivares Piatã e Xaraés apresentaram as menores concentrações de protodioscina, variando entre 0,94 a 2 g/kg de MS. A cultivar Basilisk destaca-se das demais cultivares pelo valor nutritivo e altas digestibilidades mesmo em períodos de déficit hídrico, sendo uma opção para compor sistemas de produção na região semiárida. Entretanto, devido as maiores concentrações de protodioscina, em sistemas de produção com pequenos ruminantes as cultivares Piatã e Xaraés são as melhores opções forrageiras, com baixos índices de protodioscina, excelente acúmulo de forragem e relação folha:colmo.