Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Barreto, Mayara Bezerra Jerônimo da Silva |
Orientador(a): |
Alves, Jefferson Fernandes |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
|
Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO ESPECIAL
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/52182
|
Resumo: |
O conceito da acessibilidade comunicacional e cultural vem ganhando espaço nos debates, com a popularização das redes sociais. Pessoas com deficiência vêm dando visibilidade a suas pautas, sobretudo, relacionadas às políticas de incentivo e fomento à Educação Inclusiva e ao acesso a bens e produtos culturais. No caso das pessoas com deficiência visual, a audiodescrição, uma tradução intersemiótica que traduz imagens em palavras, é um dos recursos que possibilita o direito à informação, à equiparação de oportunidades na participação da vida cultural e, por consequência, à formação de cidadãos mais críticos e com senso de observação apurado. Nesse contexto, “Como fazer do cinema um encontro?” é a pergunta que desafia realizadores culturais e audiovisuais no sentido de proporcionar às pessoas com deficiência visual participação nesse encontro. Dessa forma, pensar novas formas de ver e fazer cinema, que reorganize as estruturas vigentes e que não tenha como foco apenas o parâmetro da vidência, é o desafio que se instaura. O estudo propõe, por conseguinte, a experimentação, em um contexto cultural acessível, com foco no público com deficiência visual, a fim de propor a construção de um festival de cinema que contribua com o fomento de práticas acessíveis no audiovisual, através da audiodescrição. Escolhemos como campo de investigação a terceira edição do festival de cinema Urbanocine, realizado em de 2021, organizado por realizadores da cidade do Natal e que, devido à pandemia, aconteceu de forma híbrida, como mostras on-line e itinerante, exibindo curtas nacionais e locais. O festival contou, também, com uma programação de lives com temáticas que discutiram as vivências da pessoa com deficiência visual com o cinema e uma conversa com os realizadores das mostras. Os sujeitos-participantes da pesquisa foram os realizadores do coletivo audiovisual e espectadores com deficiência visual. Esta pesquisa se insere no paradigma de base qualitativa e optamos por fazer uso da pesquisa-intervenção, tendo como referência as reflexões epistemológicas de Bakhtin. Como instrumentos para a construção e análise dos dados, acionamos a observação participante à medida que construímos, de forma colaborativa, a acessibilidade do festival, além da realização de entrevistas coletivas e a utilização do diário de campo. Ao final, sistematizamos um documentário, como forma de partilhar as experiências da construção da acessibilidade comunicacional, com foco na audiodescrição do festival. |