Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Câmara, Arthur Medeiros |
Orientador(a): |
Azevedo, Carolina Virginia Macedo de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOBIOLOGIA
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/49260
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Resumo: |
Adolescentes apresentam um atraso de fase no sono relacionado a fatores biológicos e psicossociais, acarretando num contraste entre hábitos de sono e horários escolares matutinos, que leva à privação e irregularidade de sono, podendo trazer prejuízos à saúde e ao desempenho cognitivo e escolar. A atenção e a memória estão entre os processos cognitivos prejudicados. Como fatores relacionados, estão o tempo de deslocamento à escola e o grau de urbanização de onde vivem. Este trabalho visa analisar a relação da duração do deslocamento para a escola com o ciclo sono-vigília e o desempenho cognitivo de adolescentes, considerando o turno escolar e o nível de urbanização. Participaram do estudo 291 alunos (15,4 ± 0,9 anos; 59,5% mulheres; de duas unidades de uma escola técnica de nível médio integrado do RN: Natal, região metropolitana, e Lajes, área menos urbanizada. Os hábitos de sono foram avaliados pelos questionários: “A Saúde e o Sono”, O Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh, a Escala Pediátrica de Sonolência Diurna, e diários de sono com a Escala de sonolência de Maldonado preenchidos por 10 dias. Nesse intervalo, de terça a sexta-feira, foram aplicadas a Tarefa de Execução Contínua (avaliando atenção) e a Tarefa de Sternberg (memória operacional). Levar mais tempo até a escola esteve associado a acordar (B=-0,65, p<0,001) e deitar mais cedo na semana (B=-0,35; p=0,03) e fim de semana (B=-0,38; p=0,04), ter menor tempo total na cama em 24h na semana (B=-0,31; p=0,04), maiores irregularidades nos horários de acordar (B=0,19; p=0,04), no tempo na cama à noite (B=0,45; p=0,03) e em 24h (B=0,48; p=0,02), pior qualidade do sono (B=0,02; p=0,01) e menor percentual de acertos para memória nas listas 5 algarismos (“não”) (B=-0,07; p=0,03). Alunos do turno matutino acordaram (B=-163; p<0,001) e deitaram mais cedo na semana (B=-54; p<0,001), apresentaram menores tempos na cama à noite (B=- 111; p<0,001) e em 24h (B=-97; p<0,001) na semana, maiores irregularidades nos horários de acordar (B=36; p<0,001), no tempo na cama à noite (B=118; p<0,001) e em 24h (B=105; p<0,001), maiores níveis de jetlag social (B=26; p<0,001) e de sonolência diurna (B=1,3; p=0,03). Os indivíduos da região menos urbanizada deitaram mais cedo na semana (B=-23; p<0,001), mostraram maiores tempos na cama em 24h na semana (B=18; p=0,04) e no fim de semana (B=20; p=0,05), menor sonolência ao acordar na semana (B=-0,7; p=0,002), menores percentuais de respostas corretas no alerta tônico (B=-2,46; p=0,03), fásico (B=-5,39; p=0,04) e atenção seletiva (B=-5,1; p=0,01), porém menor tempo de reação para respostas corretas no alerta fásico (B=-39; p=0,007). Dessa forma, confirma-se a hipótese de que o deslocamento até a escola, como parte da rotina escolar, e o grau de urbanização têm impacto sobre os hábitos de sono e a memória operacional em adolescentes, enquanto a atenção teve relação apenas com o grau de urbanização. |