Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Batista, Jéssica |
Orientador(a): |
Monsell, Alice Jean |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais
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Departamento: |
Centro de Artes
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/3681
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Resumo: |
A partir do interesse em investigar os objetos cotidianos, mais especificamente os de ordem afetiva, que habitam os espaços de intimidade da casa, este volume abarca um olhar sobre minha produção, onde crio uma narrativa visual que se debruça sobre a relação que tenho com os objetos. Pois, estes despertam momentos de refletir sobre a ausência de um outro alguém, assim como se espelham no meu processo de criar imagens, fotográficas e vídeos, ou um objeto de sabonete percorrido por um fio que soletra palavras - obras indicativas da presença do meu corpo ou ausências do corpo. Para construir o texto, crio uma narrativa verbal para falar sobre cada trabalho, relembrando acontecimentos cotidianos e os procedimentos envolvidos no processo de criação. Os trabalhos que se mesclam com a vida, inicialmente, levantam questões relacionadas ao texto O esgotado de Gilles Deleuze, sobre a obra de Samuel Beckett, e também outras questões, como: os espaços de intimidade, a ausência, o corpo esgotado e os objetos pessoais do meu entorno cotidiano; as quais são abordadas em artistas e autores: Louise Bourgeois, Sophie Calle, Leonilson, Michelangelo, Gaston Bachelard, Jean Baudrillard, Deleuze, Zigmunt Bauman, Beckett, Clarice Lispector, Anne Vincent-Buffault e Ludmila Brandão. Ao longo do texto, a narrativa pessoal reforça o caminho que escolho ao falar do cotidiano, da ausência e da impossibilidade afetiva que esse dia-a-dia me traz. Os trabalhos poéticos emergem do desejo de potencializar um diálogo íntimo com um outro alguém que nunca responde, reflexo da tentativa de visualizar uma narrativa que nunca esgota a vontade deste possível. |