Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Leventhal, Daniel Gray Paschoal |
Orientador(a): |
Victora, César Gomes |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia
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Departamento: |
Faculdade de Medicina
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/9209
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Resumo: |
Introdução: Desigualdades na cobertura de intervenções para a saúde reprodutiva, maternal, neonatal e da criança (SRMNC) tem sido o foco de vários relatórios internacionais, mas pouco se sabe sobre o ranking de tais intervenções em termos de desigualdade entre vários países de renda baixa e média (PRBMs). Métodos: Nós analisamos dados de 36 PRBMs, para os quais inquéritos nacionais realizados desde 2010 forneceram informações sobre uma série de 18 indicadores, classificados em quatro canais de prestação: intervenções ambientais, principalmente baseadas em unidades sanitárias, principalmente baseadas na comunidade e aquelas determinadas pela cultura. Para um subgrupo de 21 países, informações sobre intervenções contra a malária também estiveram disponíveis. Dentro de cada país, quintis de riqueza foram derivados de informações sobre índices de bens domiciliares. Desigualdades absolutas e relativas foram avaliadas usando o índice de inclinação de desigualdade (SII) e o índice de concentração (CIX). Os países foram classificados como renda baixa ou renda média. Achados: Todas as intervenções tenderam a apresentar padrões pró-ricos de desigualdade, onde as parcelas mais ricas das populações estudadas foram mais favorecidas, com a exceção de dois indicadores sobre a amamentação classificados no grupo de intervenções culturalmente determinadas, os quais tenderam a exibir maior cobertura entre os pobres. As intervenções mais desiguais foram as ambientais, particularmente o uso de combustível limpo para cozinhar. Intervenções essencialmente prestadas em unidades sanitárias, como parto institucional e cuidados pré-natais, também tenderam a mostrar padrões pró-ricos marcados, enquanto aquelas que também dependeram de canais comunitários (como imunizações e hidratação oral para diarreia) foram distribuídas de maneira mais equitativa. Interpretação: As intervenções prestadas no nível comunitário tenderam a ser mais equitativas do que aquelas prestadas em unidades sanitárias fixas ou que exigem mudanças no ambiente domiciliar. Formuladores de políticas públicas precisam aprender dos canais de prestação comunitários para promover o acesso mais equitativo a todas as intervenções SRMNC. |