Nascer no Amazonas: estudo epidemiológico para caracterização de partos realizados e perfil de saúde dos recém-nascidos vivos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Suarez, Tayna Ofelia Freitas
Outros Autores: https://lattes.cnpq.br/3169919230325148, https://orcid.org/0000-0002-6608-0221
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Cirurgia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10772
Resumo: JUSTIFICATIVA: O interesse pelo aumento das cesáreas decorre da "epidemia" observada em diversos países, especialmente no Brasil. No Amazonas, a complexidade geográfica e a diversidade populacional intensificam a necessidade de analisar os determinantes das taxas de cesáreas. Utilizando o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), é possível identificar o perfil epidemiológico dos nascimentos, através de variáveis do nascimento e características maternas. As evidências geradas por esta pesquisa podem contribuir para o aperfeiçoamento e melhoria da qualidade da assistência obstétrica no Amazonas, incentivando a atuação de equipes multidisciplinares. OBJETIVOS: Caracterizar o perfil de saúde dos recém-nascidos vivos e investigar os fatores associados ao risco de baixo peso ao nascer no estado do Amazonas, no período de 2016 a 2020. MÉTODO: Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo utilizando dados secundários do DATASUS, disponibilizados pela PCDAS-Fiocruz. Os registros de recém-nascidos vivos foram extraídos da base de microdados do SINASC, referente ao período de 2016 a 2020. Foram selecionadas as variáveis das características dos recém-nascidos vivos, características maternas e informações sobre assistência à saúde, para análise das curvas de sobrevivência de recém-nascidos totais e a termo segundo o tempo de gestação em semanas utilizou-se o método de Kaplan-Meier. Com base nos resultados da pesquisa foi elaborado um e-book sobre os aspectos da saúde materna e saúde neonatal, através de uma revisão narrativa da literatura, incluindo artigos científicos, documentos governamentais e documentos de associações da área de saúde, reunindo evidências mais recentes e recomendadas para a prática profissional em saúde. RESULTADOS: Os dados do SINASC, no período de 2016 a 2020, apresentam 386.113 registros de nascidos vivos no Amazonas, com predominância do sexo masculino (51,21%), pardos (84,07%) e peso adequado ao nascer (85,39%). O perfil das características maternas apresenta maior proporção de puérperas nas faixas de 20 a 36 anos e com estado civil solteira. Foi identificado 38,11% de partos por meio de cesarianas, sendo a maioria dos recém-nascidos a termo, ocorridos no período de 37 a 41 semanas de gestação. Os principais fatores de riscos associados ao baixo peso ao nascer identificados foram ser recém-nascido do sexo feminino e a realização de menos de 7 consultas no pré-natal. Entre os recém-nascidos com pontuação do índice de Apgar no quinto minuto inferior a sete pontos houve a maior ocorrência de baixo peso. A elaboração do e-book resultou na escrita de sete capítulos sobre os seguintes tópicos: Políticas de saúde materno infantil; Nutrição na saúde materno infantil; Perfil de saúde materna no Brasil e Amazonas; Perfil de saúde dos recém-nascidos vivos no Brasil e Amazonas; Avaliação nutricional da gestante; Cuidados nutricionais na gestação e aleitamento materno; Importância do nutricionista na atenção primária. CONCLUSÃO: A vigilância epidemiológica, baseada em dados do DATASUS, é fundamental para o monitoramento da saúde. Este estudo contribui para a pesquisa em saúde materno-infantil no Amazonas, ao evidenciar os desafios regionais e seus impactos nos indicadores de saúde. Para fortalecer a prevenção e o controle de complicações no binômio mãe-filho na Amazônia, é fundamental disseminar informações sobre o nascimento e fatores associados, por meio de materiais de divulgação científica direcionados a profissionais de saúde e gestores.