Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Versteg, Nielle |
Orientador(a): |
Cleff, Marlete Brum |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Veterinária
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/11616
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Resumo: |
O atendimento clínico aos felinos domésticos representa uma dificuldade aos médicos veterinários, principalmente pelas características comportamentais peculiares da espécie, que, dentre outros motivos, são decorrentes da domesticação mais recente. Nesse contexto, o atendimento especializado visa reduzir o estresse durante as consultas diminuindo o risco de acidentes e aumentando o bem-estar dos animais. Nesse intuito as práticas integrativas (musicoterapia, feromonioterapia e cromoterapia) são descritas como métodos não invasivos e complementares ao manejo dos animais. A intervenção farmacológica com gabapentina previamente a consulta de felinos vem sendo descrita como uma alternativa eficiente, diminuindo o estresse durante o atendimento. Diante do exposto, o objeto deste estudo foi avaliar a influência da administração prévia de gabapentina e intervenção com diferentes práticas integrativas sob o estresse no atendimento de felinos. Foram incluídos 20 felinos hígidos e os animais foram submetidos a três tratamentos: placebo (PL), gabapentina (GA) e práticas integrativas (PR). Cada tratamento foi realizado em um dia diferente com intervalo de 7 dias entre eles. A administração da gabapentina foi realizada 90 minutos previamente ao transporte dos felinos até o hospital veterinário. As práticas integrativas incluídas foram cromoterapia, musicoterapia e feromonioterapia, aplicadas simultaneamente durante 30 minutos previamente a consulta. A avaliação do estresse foi segundo Kessler & Turner (1997). A comparação entre os grupos foi realizada por meio de análise de variância para amostras pareadas, seguido do teste da diferença mínima significativa, considerando um intervalo de confiança mínimo de 95% em todas as análises estatísticas. Durante o estudo, observou-se que a média do escore de estresse foi de 2,95 para o grupo placebo, 2,75 para o grupo gabapentina e 2,65 para o grupo práticas integrativas. Não houve diferença estatística nos escores de estresse entre os grupos de tratamento e placebo. Na frequência cardíaca, o grupo gabapentina apresentou maior valor médio (159bpm) seguido pelo grupo placebo (156bpm) e pelo grupo práticas integrativas (153bpm). Na frequência respiratória, os grupos placebo e gabapentina apresentaram o mesmo valor (45mpm), que foi maior que o valor obtido pelo grupo práticas integrativas (42mpm). Foi evidenciado nesta pesquisa, que os tratamentos não influenciaram nos parâmetros hematológicos e nas concentrações séricas de marcadores bioquímicos dos felinos. A média glicêmica foi mais alta no grupo gabapentina (118mg/dL) seguido pelo grupo práticas integrativas (117 mg/dL) e pelo grupo placebo (98 mg/dL), não havendo diferença estatística entre os grupos. Na análise do cortisol a média da concentração do grupo placebo (7,3 ug/dL) foi maior quando comparada a média da concentração de gabapentina (4,9ug/dL) e práticas integrativas (4,1ug/dL), apresentando diferença estatística entre os grupos (PL e GA, PL e PR), demonstrando que os tratamentos foram efetivos na diminuição do estresse, de acordo como valor de cortisol. O estudo evidenciou que a utilização de gabapentina, assim como cromoterapia, feromônioterapia e musicoterapia no ambiente de consultório atenuaram a ansiedade em gatos. |