Integralidade do cuidado em usuários de psicotrópicos na Atenção Primária à Saúde: práticas de promoção da saúde e prevenção de doenças.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Menezes, Eduardo Bianck
Orientador(a): Silveira, Denise Silva da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/15230
Resumo: Trata-se de um estudo transversal descritivo cujo tema central é a integralidade do cuidado sob a perspectiva da oferta de ações de promoção à saúde e prevenção de doenças na Atenção Primária à Saúde (APS), que buscou analisar, práticas de integralidade ofertadas por uma equipe de saúde da família nas dimensões promoção da saúde e prevenção de doenças. A pesquisa foi desenvolvida com 137 usuários de psicotrópicos atendidos por essa equipe. Da amostra, 78,1% eram mulheres, 23,4% tinham 60 anos ou mais e 14,6% não sabiam ler nem escrever. Sobre hábitos de vida não saudáveis, 58,8% eram considerados inativos fisicamente, 16,8% faziam uso de álcool e 16,1% eram fumantes. A média de consultas no último ano foi de 5,9. Na avaliação da integralidade quanto a orientações educativas recebidas identificou-se que 56,2% receberam orientações sobre comer pouca gordura/fritura, 51,1% sobre evitar açúcar, 46,7% sobre reduzir consumo de sal, 63,5% foram orientados sobre a importância da prática de atividade física, 40,9% receberam orientações quanto aos malefícios do tabagismo e 32,9% sobre o uso do álcool. A maioria (59,1 %) foi orientada para manter atualizado o cartão de vacinas, mas somente 17,5% tinham o cartão. Apenas 31,4% foram aconselhadas sobre importância do uso de preservativos para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis. A prevalência de recebimento de todas as orientações educativas avaliadas no estudo foi de apenas 6,6% (IC 95% 2,4 - 10,8). O estudo indica carência em atividades educativas relacionadas às práticas de promoção e prevenção, permanecendo o desafio garantir o equilíbrio proposto pela integralidade. Equipes de saúde devem rever suas práticas e reorganizar processos de trabalho objetivando promover um cuidado mais integral.