História de vida de mulheres sindicalistas: o caso das professoras do 17° Núcleo do CPERS/Sindicato (Bagé/1979-2022)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Rosa, Diênifer Alves Ramos da
Orientador(a): Manke, Lisiane Sias
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em História
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/13657
Resumo: O presente estudo tem como objetivo principal analisar como se constituíram as trajetórias femininas de professoras sindicalistas atuantes no 17º Núcleo do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS/Sindicato), seguindo os princípios da História de Vida. Essa instituição sindical é a segunda maior da América Latina e, ao longo de toda sua história, têm mantido um quadro de sócios composto majoritariamente por mulheres. No entanto, a historiografia acerca do CPERS/Sindicato parece ainda não ter explorado significativamente as questões de gênero interpostas a este movimento sindical. Sendo assim, a pesquisa desenvolve um diálogo com campos de estudo como a História das Mulheres (Perrot, 2020; Lerner, 2019), a História Oral, com ênfase na modalidade de História de Vida (Alberti, 2004; Bosi, 1979; Meihy, Holanda, 2020) e o conceito de Memória (Halbwachs, 1990; Pollak, 1992). Além disso, lançou-se também um olhar sobre a história do movimento sindical, bem como a do CPERS/Sindicato e as singularidades do 17º Núcleo, localizado em Bagé/RS. As participantes da pesquisa são cinco mulheres, professoras e sindicalistas que atuavam na rede pública estadual em Bagé e municípios da região. O período histórico de análise segue os anos de existência do 17º Núcleo e de atuação do grupo na entidade, tendo início em 1979 e se estendendo até 2022. Assim, por meio de suas trajetórias de vida, foi possível compreender que fazer parte do sindicato não só forma parte de sua identidade e memória como molda ambos aspectos de suas vidas na esfera pública e privada. Além disso, foram encontrados indícios que expõem o impacto que a atuação sindical teve no âmbito pessoal e profissional de suas vidas. Através dos seus relatos, são inequívocos os desafios que encontraram, para sua atuação no movimento sindical do 17º Núcleo do CPERS/Sindicato.