Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Souza, Diego de Almeida |
Orientador(a): |
Schenkel, Paulo Cavalheiro |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Alimentos
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Departamento: |
Faculdade de Nutrição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/8642
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Resumo: |
Sabe-se que a cerveja é uma das bebidas alcoólicas mais apreciadas e consumidas no mundo. Fazem parte de sua composição água potável, malte de cevada, lúpulo e leveduras. Após a junção de todos os ingredientes, obtém-se um produto final alcoólico oriundo do processo de fermentação, que após outros processos, resultam na cerveja propriamente dita. Devido as quantidades significativas de vitaminas do complexo B, folatos e, principalmente, compostos fenólicos, estudos evidenciam que assim como o vinho, a cerveja possui capacidade antioxidante se for consumida com moderação. Os compostos antioxidantes presentes na cerveja atuam contra o estresse oxidativo, desequilíbrio entre a produção das espécies reativas de oxigênio (ERO) e sua remoção por meio de sistemas enzimáticos ou não enzimáticos. As ERO são moléculas capazes de danificar a estrutura celular, podendo estar associados a patogênese de certas doenças indesejadas, como por exemplo câncer e doenças cardiovasculares. Além da ação antioxidante, a cerveja possui ação hipolipemiante, impedindo a oxidação do colesterol de baixa densidade (LDL), que é um fator de risco para a aterogênese e que está diretamente relacionada ao início da lesão e progressão de doenças ateroscleróticas. Por esse motivo, o presente estudo teve por objetivo analisar a relação entre o consumo de cerveja artesanal e o perfil lipídico de ratos Wistar. A cerveja artesanal do tipo American Indian Pale Ale foi administrada por gavagem durante 4 semanas. Após, foi determinado os níveis séricos e o estresse oxidativo hepático. Os parâmetros analisados não diferiram significativamente entre os grupos. Salientamos que a composição das cervejas e a forma como têm sido administradas varia muito entre os estudos, o que dificulta a comparação entre esses. Estudos mais amplos são necessários para se aprofundar os conhecimentos mecanistícos e comprovar os efeitos benéficos das cervejas sobre o metabolismo lipídico e o estresse oxidativo. |