Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Aleixo, Heniane Passos |
Orientador(a): |
Grützmann, Thaís Philipsen |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
|
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática
|
Departamento: |
Instituto de Física e Matemática
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/6565
|
Resumo: |
A presente pesquisa de caráter qualitativo define-se como um estudo de caso e teve como objetivo investigar a construção do conceito de número por uma aluna com surdocegueira congênita. O sujeito de pesquisa é uma aluna com surdocegueira congênita do 4º ano do Ensino Fundamental da Escola Especial Professor Alfredo Dub, escola bilíngue de surdos na cidade de Pelotas/RS. O texto discorre sobre a história da educação especial até focar na história da surdocegueira no Brasil, descreve algumas leis acerca da educação especial e dos direitos que as pessoas com deficiência vêm adquirindo ao longo dos anos e as leis que definem e sustentam a surdocegueira, sendo esta uma deficiência ainda pouco conhecida. Além de abordar a surdocegueira, faz-se um apanhado geral sobre quem são as pessoas acometidas desta deficiência, assim como mostra as possibilidades de reabilitação e do envolvimento na sociedade de forma digna. É descrito sobre a Matemática nos Anos Iniciais e como se dá a construção do número, fazendo um entrelaçamento do assunto à pessoa com surdocegueira, com suas especificidades e dificuldades na área. Para alcançar os objetivos e responder a pergunta da pesquisa utilizou-se como aporte teórico os sete processos mentais de Lorenzato (2006), onde foram aplicadas 43 atividades divididas entre os conceitos de comparação, correspondência, classificação, sequenciação, seriação, inclusão e conservação. Para análise dos dados foram selecionadas dez atividades e utilizou-se Kamii e Housman (2002), Kamii (2016), Lorenzato (2006), Ramos (2009) e os Cadernos do PNAIC de Alfabetização Matemática (2014), a partir da metodologia de análise de Powell e Silva (2015). O período de aplicação das atividades ocorreu de junho a agosto de 2018, em 12 encontros divididos entre os turnos manhã e tarde. A coleta de dados deu-se, principalmente, pelo registro realizado através de filmagens. Dentre os principais resultados percebidos, destaca-se que para construção do conceito de número é necessário conhecer outros conceitos básicos, como os citados nos sete processos mentais de Lorenzato. Após a realização das atividades a aluna passou a ter maior interesse pelos conteúdos matemáticos, a partir de atividades pensadas e desenvolvidas para sua especificidade, oportunizando sua participação integral e a construção de novos conhecimentos. Cabe destacar, que durante certas atividades a aluna mostrou-se resistente, negando-se a realizá-las e demonstrando dependência da aprovação da professora. Realizou certas atividades com sucesso, tendo flutuação na realização de algumas, e não conseguindo realizar outras. Pode-se dizer que a aluna encontra-se em um processo contínuo de construção do número. |