Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Brisolla, Karina Constantino |
Orientador(a): |
Senna, Nádia da Cruz |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/11655
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Resumo: |
A Ìyàwó neste Ilê ata pontos de reflexões a respeito da colonização cognitiva e social em uma pesquisa-ação. Desenvolvo a pesquisa com as crianças do Ilê Axé Nice D’Xangô, Terreiro assentado aos pés da pedreira de Jaguarão/RS. Atravessada pelas vivências neste território através do Grupo Cultural Abi Axé e do meu enraizamento nesse espaço ao me tornar Ìyàwó – filha de santo –, nasce o desejo de fomentar o cruzamento entre arte e Candomblé por meio de oficinas de arte. Essas oficinas foram pensadas a partir do alargamento do entendimento do Terreiro enquanto um espaço artístico/educativo de referência, ou seja, pensando esse território para além do culto. Nesse processo, enxergo o desenho se manifestando como o ponto que evoca o cruzamento das dimensões do sagrado e do poético a partir da cosmo-percepção afro-brasileira. Essa é a compreensão oríetadora da presente pesquisa. Em suma, há dois elementos disparadores deste estudo: a) As vivências estéticas as quais fui exposta a partir do momento em que me mudei para sul do Sul e passei a vivenciar a cultura de Terreiro. b) Os desenhos, a poética, a representação do imaginário da criança de Terreiro como reinvindicação da ancestralidade. Guiada metodologicamente pelas Pedagogia da Circularidade (FERREIRA, 2021), as Em-sinagens de Terreiro (MACHADO, 2017), a Pedagoginga (ROSA, 2019) e a Pedagogia das Encruzilhadas (RUFINO, 2019), organizo a discussão a partir de um Xirê Conceitual (PIEDADE, 2017), me opondo a hierarquização dos conhecimentos. A pesquisa propõe o cruzamento dos campos ético, estético e político. A reflexão foi construída no exercício de circular sobre as memórias, num retorno às vivências impressas na memória, ou seja, na reverberação e efeito do campo incidindo sobre o meu próprio corpo. Me interessa estimular o surgimento de uma subjetividade que autoriza o movimento de insurgência (cada vez mais urgente), assim busco retomar e impulsionar a potência criadora, com abertura para outros devires: contra hegemônicos, inacabados, plurais, imprevisíveis, circulares, espiralados. |