Estudo toxicológico reprodutivo do eugenol

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: MARINHO, Anne Catharine Tavares de Azevedo
Orientador(a): WANDERLEY, Almir Gonçalves
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Ciencias Farmaceuticas
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/32377
Resumo: O eugenol é um óleo essencial, presente em diversas espécies vegetais, inclusive no cravo-da-índia e tem despertado o interesse das indústrias farmacêutica e odontológica devido a suas propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana e neuroprotetora. Apesar das atividades biológicas já comprovadas, poucos estudos avaliaram a segurança de uso do eugenol durante a gestação. Dessa forma, este trabalho avaliou os efeitos da administração oral do eugenol em ratas Wistar prenhes, nos períodos de pré-implantação e organogênese. Ratas foram colocadas em contato com machos adultos na proporção 1:1. No dia seguinte, a presença de espermatozoides no lavado vaginal associada à observação da fase estro do ciclo estral, identificou as ratas prenhes, marcando o dia zero (D0) de prenhez. Dessa forma, oito grupos experimentais foram divididos em controle (água + tween 80 à 2%) ou EUG (eugenol + tween 80 à 2%), nas doses de 37,5, 187,5 e 375 mg/kg/dia. A administração dos grupos ocorreu na pré-implantação (D0 a D5) ou na organogênese (D6 a D15) e as ratas foram eutanasiadas no 21º dia de prenhez. Na pré-implantação houve alteração nos órgãos maternos e redução das massas relativas das placentas (C:1,62 ± 0,09%) nas doses de 37,5 (0,04 ± 0,00%), 187,5 (0,04 ± 0,00 %) e 375 mg/kg (0,03 ± 0,00%). Ocorreu redução significativa na implantação dos blastocistos, de 85,7 e 86,8%, nas doses de 37,5 e 187,5 mg/kg, respectivamente. E aumento de perda pré-implantação de 28,6, 25 e 20,2%, nas doses 37,5, 187,5 e 375 mg/kg, respectivamente. A taxa de perda pós-implantação na dose de 375 mg/kg (20,2%) foi maior em relação ao controle. Um feto natimorto foi registrado nas doses de 37,5 e 187,5 mg/kg e dois fetos na dose de 375 mg/kg. O tratamento durante a organogênese causou alteração nos órgãos maternos, redução dos índices placentários (11%) em relação aos seus respectivos controles (12%) e alterações esqueléticas foram observadas nas três doses do tratamento. Em conclusão, o eugenol causou toxicidade nas progenitoras e nos fetos, os resultados da pré-implantação sugerem redução na capacidade reprodutiva e implantação dos blastocistos no útero. Na organogênese as três doses causaram alterações no desenvolvimento ósseo dos fetos, o que sugere toxicidade.