Efeito da desnutrição proteica perinatal sobre a distribuição dos receptores 5-ht1b em áreas de controle do comportamento alimentar de ratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: MIGUEL, Rafael Danyllo da Silva
Orientador(a): SOUZA, Sandra Lopes de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Neuropsiquiatria e Ciencia do Comportamento
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18774
Resumo: Diversos estudos evidenciaram os efeitos da desnutrição perinatal sobre alterações morfofisiológicas no organismo adulto. No presente estudo, foi verificado os efeitos da desnutrição proteica perinatal sobre a expressão de receptores 5-HT1B nos núcleos paraventricular (PVN) e arqueado do hipotálamo, e no Caudado-Putamem (CPu) e Amigdala Basolateral (ABL). Além disso, foi analisado ainda os efeitos que essa desnutrição promoveu sobre a ativação neural no CPu, ABL e na Amigdala Central (AC). Foram utilizados dois principais grupos de ratos da linhagem Wistar: um grupo submetido a desnutrição proteica (8% caseína) durante o período da gestação e lactação; e o outro com dieta padrão (17% caseína). No 35º dia de vida os animais foram subdivididos em quatro grupos: Desnutrido que recebeu solução salina (D), Desnutrido que recebeu d-fenfluramina (DF), Controle que recebeu solução salina (C) e Controle que recebeu d-fenfluramina (CF), nas proporções de 3mg/kg p.c para fenfluramina e 1ml/kg para solução salina. Observou-se maior número de células imunorreativas (p<0,01) ao 5-HT1B na ABL no grupo desnutrido (33,8 ± 10,05, n=4) comparado ao controle (5,3 ± 1,53, n=3), enquanto que no CPu não houve modificação. No hipotálamo, foi verificado aumento de células 5-HT1B no grupo desnutrido comparado ao controle nos núcleos ARC (C= 14,3 ± 6,66, n=3 versus D= 26,8± 4,19, n=4, p<0,01) e PVN (C= 30 ± 8,19, n=3 versus D= 58,3 ± 16,66, n=4, p<0,05). Após a administração de fenfluramina, houve aumento no número de neurônios imunorreativos a proteína FOS no grupo desnutrido fenfluramina comparado ao desnutrido salina no CPu (D= 26,5 ± 21,56, n=4 versus DF= 106,5 ± 40,45, n=4, p<0,05) e AC (D= 13,6 ± 8,17, n=5 versus DF= 64 ± 31,48, n=3, p<0,05). No grupo controle, a fenfluramina não alterou o número de células ativadas no CPu (C= 16,5 ± 7,78, n=2 versus CF= 63 ± 39,28, n=3, p>0,05) e AC (C= 6,3 ± 4,93, n=3 versus CF= 44 ± 26,33, n=5, p>0,05). Não houve alteração no número de células imunorreativas a proteína FOS na ABL no grupo controle (C= 5 ± 3,37, n=4 versus CF= 21,3 ± 11,35, n=4, p>0,05) ou desnutrido (D= 20 ± 13,64, n=4 versus DF= 14,4 ± 3,13, n=5, p>0,05) quando comparados aos seus respectivos grupos salina. Este estudo evidenciou que a desnutrição proteica no período perinatal acarreta aumento na expressão de células imunorreativas contra o receptores 5-HT1B nos núcleos ARC, PVN e ABL tal como aumenta a ativação de neurônios no CPu e na AC em resposta a fenfluramina.