Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
de Fátima Alves de Azerêdo, Jaucele |
Orientador(a): |
Marinho de Freitas, Ruskin |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3017
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Resumo: |
Este trabalho tem como objeto de estudo o processo de verticalização e de adensamento construtivo e sua relação com os climas urbanos. A produção urbana atual, com pressupostos de valorização capitalista, tem fortemente influenciado a crise ambiental. Discutir a respeito reflete a inquietação sobre a construção da cidade, sua qualidade de vida, controle ambiental, consumo espacial e energético e impactos ambientais, oriundos do tipo de uso e de ocupação urbana. Considerando a cidade o resultado de uma obra que se produz continuamente e materializa as relações de uma sociedade, em determinado contexto histórico, realizada por diversos agentes, e seus respectivos interesses e influências sobre a qualidade ambiental, questiona-se: que tipo de cidade se quer construir e desenvolver nos dias atuais? Deste modo, o objetivo geral desta pesquisa é avaliar a produção e uso do espaço urbano, tomando como referência três bairros situados no litoral da cidade de João Pessoa: Cabo Branco, Tambaú e Manaíra, nas últimas décadas, visando relacionar a forma urbana com variáveis climático-ambientais. Buscou-se compreender o processo da formação contínua e descontínua do espaço urbano na cidade de João Pessoa, através da modificação dos padrões construtivos anteriormente estabelecidos, que, desde 1992, prevêem o escalonamento das edificações verticalizadas, avaliando a sua contribuição para as mudanças climáticas locais. Como procedimentos metodológicos: revisão de literatura, pesquisa documental, observação direta e medições das variáveis climático-ambientais (referentes à ventilação direção e velocidade do vento, umidade relativa do ar e temperatura do ar). Realizaram-se as medições em períodos próximos ao equinócio da primavera e ao solstício de verão. Analisou-se a alteração dos valores das variáveis climático-ambientais, em diferentes locais, tecendo a relação com o conforto térmico ambiental e com a forma urbana. Compararam-se os dados obtidos in loco com os disponibilizados por estações meteorológicas de referência para o mesmo dia e horário, da cidade de João Pessoa e registrados sob a forma de gráficos e tabelas. A interpretação privilegiou as inferências e a relação entre a legislação urbanística, a morfologia construtiva e a formação de microclimas urbanos, pois a legislação, instrumento de controle e de ordenação, através dos parâmetros e diretrizes urbanísticas, influencia diretamente o uso e a ocupação do espaço urbano, que, a seu turno, contribui com as alterações das variáveis climáticas. Como resultados, obtiveram-se que a diferença das médias de temperatura entre os bairros alcançou um valor inferior a 0,5oC, porém, dentro de um mesmo bairro, as diferenças chegaram a 2,22oC, e que o maior acúmulo de calor registrou-se entre Manaíra e a Estação Meteorológica Aeroporto, correspondente a 2,31oC. Mesmo considerando a impossibilidade de fazer generalizações a partir dos dados coletados e as dificuldades em isolar variáveis climáticas, pode-se verificar a influência de fatores antrópicos na formação de climas urbanos e de diferentes zonas de conforto no espaço urbano |