Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
ARAUJO, João Paulo Maciel de |
Orientador(a): |
ASSIS NETO, Fernando Raul de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/10818
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Resumo: |
O objetivo deste trabalho é o de realizar uma leitura de uma seção do texto Investigações Filosóficas, que ficou conhecida na literatura secundária como Argumento da Linguagem Privada. Já é sabido que tal sessão possui uma gama muito ampla de problemas que podem ser decompostos em versões mais clássicas dos problemas da metafísica em geral e que Wittgenstein tenta apresentar “respostas” via análise da linguagem ordinária mostrando-nos assim, as particularidades desencaminhadoras desses problemas. O nosso intuito aqui é o de focar, sobretudo, três pontos que consideramos importantes dentro do argumento da linguagem privada. O primeiro ponto diz respeito às sensações, a sua natureza e o seu estatuto em relação à experiência quando nomeamos uma sensação. O segundo repousa sobre os critérios comportamentais existentes ao longo do argumento que por seu turno, gerou algumas acusações de que Wittgenstein sustentaria alguma forma de behaviorismo. Por fim, em terceiro lugar, uma pequena passagem do argumento que depois fora elencada por Saul Kripke como o problema das outras mentes, restando-nos saber qual o tratamento dado por Wittgenstein a essa questão. Estes três pontos estão conectados no argumento de uma maneira muito íntima; como veremos ao logo do texto, muitas passagens das sessões que compõem o Argumento da Linguagem Privada estão relacionadas de tal modo, que para explicar um destes pontos, sempre terminamos recorrendo pelo menos, a um dos outros dois pontos. Portanto, este trabalho pode ser caracterizado como uma leitura do argumento da linguagem privada à luz desses três pontos acima citados, trazendo à tona outros aspectos do argumento, mas destacando, sobretudo, a questão da sensação, do comportamento e das outras mentes no texto de Wittgenstein. |