Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
ARAUJO, Fernanda Maria Agostinho de |
Orientador(a): |
ARAÚJO, Clarissa Martins de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Educacao
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18377
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Resumo: |
Esta pesquisa teve como objetivo compreender as representações sociais de “pessoa com deficiência” dos estudantes dos cursos de Pedagogia, de Instituições de Ensino Superior da cidade do Recife e Região Metropolitana, bem como, as implicações dessas representações para a prática docente. Partimos do pressuposto que vivenciar experiências com pessoas com deficiência no curso de Pedagogia, contribui para a construção de representações sociais mais compatíveis com os princípios da Educação Inclusiva. Adotamos como referencial teóricometodológico a Teoria das Representações Sociais, originada por Serge Moscovici e a Teoria do Núcleo Central, ou abordagem estrutural, idealizada por Jean-Claude Abric. A pesquisa de natureza qualitativa contou com a participação de 400 estudantes, 200 iniciantes e 200 concluintes de quatro instituições que oferecem o referido curso. Para Abric (1998) , a análise da representação só se completa quando se observa seu conteúdo, estrutura interna e seu núcleo central. Para atingirmos esses objetivos, utilizamos uma perspectiva plurimetodológica para a coleta e análise de dados, que foi desenvolvida em três etapas. Na primeira, fizemos um estudo exploratório com a finalidade de identificar o perfil dos cursos de Pedagogia das Instituições que foram selecionadas para a pesquisa, realizamos também um estudo piloto. Na segunda, identificamos o perfil dos estudantes sujeitos da pesquisa e realizamos a Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP) e, para análise, o quadro de quatro casas com a auxílio do EVOC. Na terceira, realizamos- com uma representação da amostra- entrevistas semiestruturadas e tratamos o material com o suporte da análise de conteúdo (Bardin,2011). Empreendemos também o Teste do Núcleo Central e o Método de Constituição de Palavras, dessa forma, identificamos as possíveis diferenças e semelhanças na organização dos elementos centrais dos dois grupos de estudantes, cuja análise se fez com o cálculo de frequência e Análise de Conteúdo. As representações sociais de -“pessoa com deficiência”- dos estudantes dos cursos de Pedagogia- foram incluídas em quatro categorias distintas: sentido discriminador, sentido padronizador, sentido especial e sentido inclusivo. Os resultados do estudo revelaram que as representações sociais de “pessoa com deficiência”, dos dois grupos, são diferentes, porque os núcleos centrais são diferentes. O núcleo central dos iniciantes está ancorado no sentido especial, que significa utilizar a ótica da diferença para representar essas pessoas, sem considerar a diferença, uma característica do ser humano que precisa ser respeitada e valorizada. O núcleo central dos concluintes está ancorado no sentido inclusivo, significando que esses futuros docentes terão mais possibilidades de (re) pensar a diferença com outro olhar, reconhecendo as potencialidades, limites e habilidades dessas pessoas, compreendendo que para uma educação ser inclusiva suas relações precisam estar fundamentadas na ética dos direitos humanos. Ao final deste estudo, destacamos a importância da formação inicial de professores, em tempos de inclusão, contemplar além dos conteúdos específicos de Educação Inclusiva, experiências com pessoas com deficiência, pois certificamo-nos de que essas experiências contribuem para a construção de representações sociais acerca dessas pessoas, mais coerentes com os aportes da Educação Inclusiva, conforme preconizado no início deste estudo. Esperamos que nossa tese contribua para a compreensão de que essas referidas experiências, somadas aos conteúdos formativos, possam colaborar para formar um professor com uma visão menos excludente e mais inclusiva. |