Impacto de uma intervenção para o aumento da atividade física e consumo de frutas, legumes e verduras em estudantes universitários: ensaio clínico randomizado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: TASSITANO, Rafael Miranda
Orientador(a): SILVA, Giselia Alves Pontes da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12677
Resumo: O estudo teve como objetivo avaliar o impacto de uma intervenção para o aumento da atividade física (AF) e do consumo de frutas, legumes e verduras (FLV). Duas etapas englobaram a tese, sendo a primeira envolvendo estudos de validação e da inter-relação dos comportamentos e os fatores associados e a segunda compreendeu o programa de intervenção. A AF foi avaliada pelo Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), o consumo de FLV por um questionário de frequência alimentar (QFA) e os fatores psicossociais pelo questionário (PACE), baseado na Teoria Cognitiva Social e no Modelo Transteorético para a mudança de comportamento. Adicionalmente informações sociodemográficas, econômicas e relacionadas à universidade foram coletadas. Na primeira etapa uma amostra representativa dos estudantes da UFRPE (n=717) foi selecionada por conglomerado em dois estágios. A equivalência conceitual, de itens, semântica, operacional, de mensuração e funcional compuseram a validação das escalas psicossociais, sendo essas o estágio de mudança de comportamento, estratégia de mudança, percepção das barreiras e dos facilitadores, autoeficácia, suporte familiar e dos amigos. Na segunda fase foi realizado um ensaio clínico randomizado (n=307) com três grupos em paralelo 1:1:1, sendo um controle (GC) e dois experimentais (GI1 e GI2). A intervenção durou 16 semanas e o GI1 recebeu materiais informativos semanalmente via e-mail, enquanto que o GI2 além do material praticou AF (2x/semana por 50 minutos). Todos os dados foram tabulados no Epidata 3.1 e analisados no SPSS 18.0. Utilizou-se a análise fatorial exploratória e de estabilidade temporal para a validação e qui-quadrado e análises de regressão logística para os estudos transversais. Na segunda etapa foram calculados os resíduos padronizados de mudança para verificar a influência da intervenção nos mediadores psicossociais e dos comportamentos. Modelos de predição da mudança foram determinados através de uma regressão multivariada ajustada. Considerou-se um p<0,05 para as análises. A variância explicada ficou entre 45,4% e 69,0% e os valores de consistência interna entre 0,70 e 0,88. A estabilidade temporal média foi boa e todos os construtos apresentaram correlação significativa ao estágio de mudança de comportamento. Apenas 18,3% e 34,2% atendem as recomendações de consumo e de AF, respectivamente e cerca de 11% atendem simultaneamente. Os subgrupos de risco foram as mulheres, de menor nível socioeconômico, que permanecem dois turnos na UFRPE e dos anos finais de curso. No estudo transversal, dentro do modelo explicativo, a AF explicou 3% do consumo dos homens e 2% das mulheres. No GC houve uma redução significativa para ambos os comportamentos. No GI1 houve um aumento significativo de porções de FLV (+0,25). No GI2 observou-se um aumento médio de 73minutos/semana e de 0,35 porção, sendo os principais mediadores da mudança a autoeficácia e a estratégia de mudança. A AF explicou 14% da mudança do consumo que por sua vez explicou 7% da mudança da AF. Ações e estratégias presenciais parecem ter um maior impacto tanto nos mediadores psicossociais como nos comportamentos, principalmente para a AF. Os comportamentos tendem a co ocorrer, porém a prática de AF parece influenciar mais o consumo do que o contrário.