Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
BITTENCOURT, Bárbara Calderón |
Orientador(a): |
MELO, Cristina Teixeira Vieira de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Comunicacao
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/39672
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Resumo: |
No presente trabalho advogamos que a alimentação tem sido instituída como lugar da verdade no contemporâneo. Indicamos que a ideia de “comida de verdade” separa aqueles que têm acesso a alimentos frescos, de preferência orgânicos, e que podem cozinhar com frequência, daqueles que comem uma “comida de mentira”, no geral, alimentos ultraprocessados que trazem malefícios à saúde, apesar de seu baixo custo. Essa divisão cria um mito em torno da alimentação: a de que é possível alcançar uma vida melhor através da comida. Tal premissa vem sendo utilizada como ferramenta para explorar desejos humanos e servir a uma cultura do consumo e uma bioascese do sujeito. A emergência de uma grande quantidade de programas de culinária que buscam atrelar a percepção da salubilidade ao ato de cozinhar, nos aponta ainda que, em meio a estes acontecimentos, corpo mais uma vez se torna objeto de disputas de saber-poder e de vigilância sobre seu funcionamento. A fim de estudar essa questão, elegemos como corpus de análise os canais no YouTube de duas chefs brasileiras: o Panelinha, de Rita Lobo, e o Canal da Bela, de Bela Gil. |