Dor pós-operatória em cirurgia bariátrica: relação entre dor intensa e variáveis clínico-cirúrgicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: FERREIRA, Andréa Tavares
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Cirurgia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/32725
Resumo: Introdução: A presença da dor em pacientes no pós-operatório de cirurgia bariátrica é um problema de saúde com causa multifatorial. O controle da intensidade da dor é um fator importante para estes pacientes, possibilitando assim, um tempo menor de recuperação após a intervenção. Apesar do desenvolvimento de melhores fármacos e mais eficientes técnicas analgésicas, a prevalência de dor no pós-operatório é, ainda hoje, surpreendentemente alta. Objetivo: Identificar a relação da intensidade da dor com as variáveis clínico-cirúrgicas, no pós-operatório imediato de pacientes submetidos a cirurgia bariátrica por via laparoscópica. Método: Estudo observacional prospectivo, realizado com 204 pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica por via laparoscópica, que apresentaram dor quantificada via Escala Visual Analógica (EVA) além de náusea e vômito pós-operatório (NVPO), em dois momentos: na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA0) e no 1º dia pós-operatório (1º DPO). Resultados: A amostra foi predominantemente feminina, IMC >=40, idade entre 31 e 45 anos, não tabagistas nem etilistas. Comparando os níveis de dor, observou-se redução significativa de dor intensa (SRPA) para moderada e leve (1º DPO). Verificou-se diferença na prevalência de dor intensa entre os pacientes sem histórico cirúrgico anterior (41,0%) e sem histórico de dor aguda pós-operatória anterior (34,1%). Na correlação das variáveis cirúrgicas com a prevalência de dor intensa pós-operatória, não foi observada significância estatística. Na correlação entre o alto nível de ansiedade com cirurgias e dor pós-operatória anterior, verificou-se diferença significativa na prevalência de ansiedade pós-operatória nos pacientes que não haviam sido submetidos a cirurgia anterior. Conclusões: Dor intensa foi observada na SRPA e houve declínio significativo para moderada e leve no 1º DPO; cirurgias prévias ou ocorrência de dor pós-operatória aguda anterior foram identificados como fatores protetivos em relação à ocorrência de níveis intensos de dor pós-operatória.